O que é?
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) faz parte, junto com a Atrofia Muscular Espinal Progressiva e a Paralisia Bulbar Progressiva, de um grupo de doenças do neurônio motor (Atrofias Musculares Neurogênicas) de etiologia desconhecida, sendo distúrbios caracterizados por fraqueza muscular e atrofia por denervação.
Cinco a dez por cento dos casos são familiares, com herança autossômica dominante.
Nessa síndrome (ELA) clínica complexa, crônica e progressiva, os pacientes geralmente têm mais de 40 anos e a incidência da doença é maior em homens.
Como se desenvolve e o que se sente?
Câimbras são comuns e podem anteceder a fraqueza muscular e atrofia que se inicia pelas mãos, outras vezes pelos pés.
A doença se caracteriza por degeneração dos feixes corticospinais (via piramidal) e dos cornos anteriores da medula, motivos pelos quais poderão aparecer fraqueza muscular sem dores, atrofias musculares, fasciculações (movimentos involuntários visíveis em repouso) e espasticidade (contração súbita e involuntária dos músculos).
Este quadro começa lentamente a progredir, comprometendo finalmente os membros superiores e inferiores juntamente com a musculatura do pescoço e da língua, em alguns casos. O paciente pode manifestar dificuldade para deglutir, engolir a saliva e os alimentos (disfagia), apresentar perda de peso, e dificuldade na articulação das palavras (disartria).
A fala pode ser flácida ou contraída, podendo haver uma alternância desses dois aspectos. A dificuldade de deglutir resulta em sialorréia (salivação), enquanto as dificuldades de respirar levam a queixas de cansaço.
A morte ocorre geralmente dentro de dois a cinco anos, sendo que 20% dos pacientes sobrevivem seis anos.
Diagnóstico
Ao realizar o diagnóstico, é necessário afastar possibilidades de compressões medulares, seja por tumores da medula espinal ou patologias raquidianas. Miopatias, atrofia por escoliose cervical, disco intervertebral roto, malformações congênitas da coluna cervical e esclerose múltipla devem ser excluídos como causa da atrofia muscular.
Exames como Tomografia Computadorizada (CT) e Ressonância Magnética Raquidemular (RNM) e Eletroneuromielografia são elementos de peso para corroborar os achados clínicos. É bom lembrar que os sistemas sensitivos, os movimentos oculares voluntários e as funções intestinais e urinárias costumam ser normais.
Tratamento
Não existe tratamento específico.
Cuidados gerais, físicos e psíquicos se impõem, notando-se que até o presente momento os medicamentos chamados específicos são de pobres resultados.
Fisioterapia deve ser planejada para ajudar o paciente a se exercitar, fazer alongamento e manter alguma flexibilidade. Um terapeuta ocupacional pode providenciar dispositivos adaptados às deficiências do paciente para que ele possa manter uma relativa independência funcional. Devem ser organizados, à medida que aumentam as dificuldades de fala do paciente, esquemas ou artifícios que o ajudem a se comunicar com os familiares, amigos, enfermagem e auxiliares.
Um pneumologista é de grande auxílio para determinar quando técnicas de ventilação não-invasivas serão necessárias devido aos sintomas pulmonares e em dar assistência e cuidados a longo prazo aos pacientes que escolherem tornar-se dependentes de ventilação controlada.
Esta enfermidade não compromete as funções cerebrais, o que torna a evolução mais dolorosa para o paciente e os acompanhantes.
Prognóstico
Hoje com cuidados especiais, com traqueotomia e ventilação controlada há casos com mais de 25 anos de evolução.
FONTE:http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?184
ESTE BLOG TEM POR FINALIDADE ABSORVER TODAS AS POSSÍVEIS INFORMAÇÕES,NO QUE DIZ RESPEITO AS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
CÉLULAS-TRONCO
19/06/2009 23:41hPor acaso, pesquisadores brasileiros descobrem nova fonte de células-tronco"Não tínhamos a intenção de extrair células-tronco da trompa de falópio.
do GP1
Com a ajuda do acaso, pesquisadores brasileiros obtiveram pela primeira vez células-tronco adultas a partir de tecidos das tubas uterinas (antes chamadas trompas de falópio). Essas células foram transformadas em osso, músculo, cartilagem e gordura. Agora, os cientistas querem investigar por que as tubas, canais que ligam os ovários ao útero, são ricas em células-tronco.
O grupo do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP e de mais duas instituições paulistanas publicaram a descoberta no periódico "Journal of Translational Medicine".
"Não tínhamos a intenção de extrair células-tronco da trompa de falópio. Na verdade, queríamos cultivar as células do aparelho reprodutor feminino do endométrio, da trompa e até do sangue menstrual para que essas células servissem de suporte para a cultura de células-tronco embrionárias humanas", conta Tatiana Jazedje, bióloga do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP.
FONTE: http://www.gp1.com.br/noticiais/por-acaso-pesquisadores-brasileiros-brasileiros-descobrem-nova.fonte-de-celulas-tronco-85568.asp
do GP1
Com a ajuda do acaso, pesquisadores brasileiros obtiveram pela primeira vez células-tronco adultas a partir de tecidos das tubas uterinas (antes chamadas trompas de falópio). Essas células foram transformadas em osso, músculo, cartilagem e gordura. Agora, os cientistas querem investigar por que as tubas, canais que ligam os ovários ao útero, são ricas em células-tronco.
O grupo do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP e de mais duas instituições paulistanas publicaram a descoberta no periódico "Journal of Translational Medicine".
"Não tínhamos a intenção de extrair células-tronco da trompa de falópio. Na verdade, queríamos cultivar as células do aparelho reprodutor feminino do endométrio, da trompa e até do sangue menstrual para que essas células servissem de suporte para a cultura de células-tronco embrionárias humanas", conta Tatiana Jazedje, bióloga do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP.
FONTE: http://www.gp1.com.br/noticiais/por-acaso-pesquisadores-brasileiros-brasileiros-descobrem-nova.fonte-de-celulas-tronco-85568.asp
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Pesquisa brasileira em CT já apresenta resultados
O uso de células-tronco para o reparo de órgãos e tecidos lesados, abre as portas para uma nova era, rica em possibilidades, e batizada de medicina regenerativa, a qual, segundo alguns pesquisadores, apresenta um potencial revolucionário comparável ao do advento da penicilina. Apesar do entusiasmo dos cientistas e das esperanças depositadas por uma parcela considerável da população que poderá um dia beneficiar-se do conhecimento gerado nessa área, são necessárias muitas pesquisas, financiamentos e disposições políticas, éticas e morais para compor o cenário ideal ao pleno desenvolvimento dessa área terapêutica.
"A principal aplicação da terapia de células-tronco seria em doenças crônico- degenerativas, que afetam principalmente pessoas na terceira idade. Com o gradual aumento da expectativa de vida populacional, prevê-se que haja um aumento considerável na ocorrência dessas doenças na população", afirma Ricardo Ribeiro dos Santos, imunologista e coordenador do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual (IMBT).
A equipe do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz, da Fiocruz, na Bahia, realizou o primeiro transplante de células de medula óssea em pacientes com insuficiência cardíaca devida à doença de Chagas - um feito até então inédito no mundo. O grupo obteve resultados muito rapidamente, em um prazo de três anos e meio, entre a pesquisa básica, iniciada em 2000, e a aplicação clínica, iniciada em junho de 2003. O projeto com células-tronco em pacientes chagásicos contou com o financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Fiocruz, CNPq e também do Hospital Santa Izabel da Santa Misericórdia, que chegou a investir recursos próprios para a realização dos transplantes.
Santos explica que o grupo já tem uma base experimental para tratar pacientes em estágios avançados da doença de Chagas, com a utilização de células-tronco medulares. "Esta é uma tecnologia compatível com o Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que o procedimento é muito mais barato do que um transplante cardíaco convencional. Acredito que, com boa vontade política, poderíamos atingir uma população carente, entre dois ou três anos", prevê o pesquisador.
No Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, são realizadas, também com bons resultados, aplicações diretas de células-tronco em pacientes com insuficiência cardíaca, causada por doença de Chagas, hipertensão ou de origem desconhecida. Duas técnicas diferentes foram utilizadas: a aplicação de células-tronco isoladas da medula e a utilização de um hormônio que estimula a liberação das células-tronco da medula óssea para a circulação sanguínea. "A nossa hipótese de trabalho é a de que as células-tronco podem ser estimuladas para se dirigirem, por si mesmas, para as regiões lesadas do organismo" diz Edimar Bocchi, um dos responsáveis pela pesquisa. Existem, até o momento, 12 pacientes tratados pela técnica. Esta é uma pesquisa em andamento, que apresenta resultados muito estimulantes, segundo o pesquisador. "Se realmente se confirmarem esses resultados, esperamos que esse tipo de tratamento possa auxiliar um grande número de pessoas, principalmente entre os pacientes que precisam de transplantes" informa Bocchi.
Outras linhas de pesquisa com células-tronco também apresentam resultados promissores, entre elas a do tratamento de lesões traumáticas em que se utiliza uma injeção local de células-tronco medulares. Um estudo feito pela equipe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), conseguiu recriar impulsos elétricos entre a região lesada e o cérebro, pela aplicação de células-tronco medulares. Dentre os 30 pacientes transplantados, todos portadores de lesões medulares crônicas.
As aplicações das células-tronco estendem-se também à engenharia biotecidual, que utiliza o rápido potencial de crescimento apresentado pelas células-tronco para a obtenção de tecidos, tais como ossos, pele e cartilagem, que são cultivados e reimplantados nos pacientes em casos de lesões. Este procedimento já é realizado no Hospital das Clínicas da UFRJ, pela equipe do pesquisador Radovan Borojevic. A equipe trabalha também em estudos envolvendo o tratamento de grandes lesões ósseas, as quais não têm possibilidade de regeneração espontânea. Nesses casos, são utilizadas células-tronco medulares injetadas em matrizes ósseas humanas, que permitem que as células-tronco se diferenciem em células ósseas, promovendo a regeneração do tecido lesado. "Nós acabamos de concluir, em parceria com a Faculdade de Veterinária e Zootecnia da USP, os estudos com modelos animais e os resultados foram muito animadores. Eu espero que os testes em humanos seja possível ainda em 2004" diz Borojevic.
A equipe da UFRJ desenvolve também trabalhos na linha de tratamento de cardiopatias, em parceria com o Hospital Pró-cardíaco, no Rio de Janeiro. Nesses estudos foram realizados os transplantes de células-tronco medulares em 20 pacientes que aguardavam o transplante cardíaco. Do total de transplantados, 16 pacientes foram estudados por um longo prazo, demonstrando que a terapia celular trouxe consideráveis melhoras clínicas. Todos os procedimentos foram financiados por verbas de pesquisa, porém a expectativa é de que, posteriormente, esta seja incluída na lista das terapias que são cobertas pelo SUS. Borojevic afirma que "nesse caso particular, existe a possibilidade de que o Conselho Nacional de Medicina autorize formalmente esse tipo de terapia, o que vai permitir que ela seja coberta pelos planos de saúde e também pelo SUS".
Doenças auto-imunes
As células-tronco parecem ser um campo promissor também no tratamento de doenças auto-imunes, tais como a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistêmico e a nefrite lúpica. Algumas experiências já foram realizadas pela equipe de Júlio C. Voltarelli, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP (HCFMRP-USP). Esses estudos empregam células-tronco medulares do próprio paciente, das quais são separadas as subpopulações não auto-imunes, que são reintroduzidas nos pacientes, depois de passarem por tratamento com quimioterápicos. A quimioterapia destrói as células defeituosas do sistema imune. Voltarelli e sua equipe já realizaram o transplante em 20 pacientes portadores de diferentes doenças auto-imunes, obtendo resultados animadores. Os projetos de pesquisa encontram-se agora na fase que envolve a realização dos transplantes em um número maior de pacientes, em diferentes centros, a fim de comparar os resultados obtidos com a terapia convencional e a que se utiliza das células-tronco. O próximo passo, se for comprovada a superioridade do tratamento com células-tronco, será o de torná-lo disponível em hospitais públicos e privados.
Entre as doenças auto-imunes nas quais o tratamento com células-tronco está sendo testado, encontra-se também o diabetes melito. Pesquisadores do Núcleo de Terapia Celular Molecular (Nucel), do Instituto de Química da USP, obtiveram resultados positivos na diminuição dos efeitos do diabetes, através de transplantes de ilhotas pancreáticas. Já os pesquisadores do hospital da USP de Ribeirão Preto, tentam obter resultados semelhantes utilizando uma técnica diferente. A técnica aplicada em Ribeirão Preto envolve a retirada das células-tronco do paciente, que é então submetido à quimioterapia e à ação de imunossupressores, para então reintroduzirem-se as células-tronco no próprio paciente, evitando, assim, que as células alteradas do sistema imunológico destruam as células produtoras de insulina do pâncreas.
A pesquisa com células-tronco embrionárias
Os estudos com células-tronco embrionárias, por enquanto, só são permitidos em modelos animais. Na Fiocruz de Salvador, por exemplo, são desenvolvidas culturas de tecidos, obtidas a partir de camundongos normais e de camundongos geneticamente modificados. Os estudos com células-tronco embrionárias humanas devem demorar, pois trata-se de um tema polêmico, que envolve questões científicas e questionamentos ético, moral e religioso. O país ainda não dispõe de uma legislação específica sobre o assunto, e a lei que ainda está em vigor é a Lei de Biossegurança de 1995, que proíbe as pesquisas com células-tronco embrionárias e também a clonagem de qualquer tipo, terapêutica ou reprodutiva. A nova lei deve ser votada esta semana no congresso, mas esse item dificilmente será modificado. (leia mais sobre a legislação).
"Se fosse aprovada a pesquisa, os resultados não demorariam a aparecer, uma vez que o Centro de Estudos de Genoma Humano, além de outros centros de pesquisa, já possuem um aparato técnico para isso. Os pesquisadores aguardam apenas a autorização para darem início às pesquisas", comenta Andreia Bezerra de Albuquerque, presidente do Movimento em Prol da Vida - Movitae, entidade que ajudou na elaboração do documento de pedido de liberdade para a pesquisa científica e que defende também a criação de bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placenta.
Vários segmentos da sociedade têm assumido uma posição contrária às pesquisas com células-tronco embrionárias, alegando que o início da vida humana ocorre no momento da concepção, tornando assim a pesquisa com embriões injustificável e anti-ética. Outra argumentação é a de que se estaria abrindo também a possibilidade de que fossem produzidos embriões humanos que serviriam como fonte de células-tronco embrionárias, com possibilidade inclusive de comercialização dos mesmos.
A criação do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual, tem permitido um avanço nas pesquisas com células-tronco no Brasil, mas há outras fontes de financiamento para esse tipo de pesquisa, tais como a Fapesp, através dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) - Centro de Terapia Celular, em Ribeirão Preto e o Centro de Estudos do Genoma Humano, em São Paulo -, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCT. Esta última deverá financiar a construção de uma sede para a pesquisa com células-tronco, em São Paulo, junto ao Hospital Universitário da USP e que abriu um edital de convocação de financiamento de pesquisas aplicadas envolvendo o uso de células-tronco adultas, em janeiro de 2004.
Apesar de todas as controvérsias envolvidas, desde os questionamentos éticos até as dificuldades técnicas, percebe-se que, como no caso das não muito longuínquas discussões a respeito da clonagem de seres humanos, as respostas e soluções serão tomadas, de uma maneira ou de outra, levando-se em conta, não apenas a possibilidade teórica de realização, ou não, de um determinado experimento, mas sim, da real factibilidade, necessidade e aceitação social dos resultados que possam ser decorrentes desse processo.
(LZ)
Atualizado em 10/02/2004
http://www.comciencia.br
contato@comciencia.br
O uso de células-tronco para o reparo de órgãos e tecidos lesados, abre as portas para uma nova era, rica em possibilidades, e batizada de medicina regenerativa, a qual, segundo alguns pesquisadores, apresenta um potencial revolucionário comparável ao do advento da penicilina. Apesar do entusiasmo dos cientistas e das esperanças depositadas por uma parcela considerável da população que poderá um dia beneficiar-se do conhecimento gerado nessa área, são necessárias muitas pesquisas, financiamentos e disposições políticas, éticas e morais para compor o cenário ideal ao pleno desenvolvimento dessa área terapêutica.
"A principal aplicação da terapia de células-tronco seria em doenças crônico- degenerativas, que afetam principalmente pessoas na terceira idade. Com o gradual aumento da expectativa de vida populacional, prevê-se que haja um aumento considerável na ocorrência dessas doenças na população", afirma Ricardo Ribeiro dos Santos, imunologista e coordenador do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual (IMBT).
A equipe do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz, da Fiocruz, na Bahia, realizou o primeiro transplante de células de medula óssea em pacientes com insuficiência cardíaca devida à doença de Chagas - um feito até então inédito no mundo. O grupo obteve resultados muito rapidamente, em um prazo de três anos e meio, entre a pesquisa básica, iniciada em 2000, e a aplicação clínica, iniciada em junho de 2003. O projeto com células-tronco em pacientes chagásicos contou com o financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Fiocruz, CNPq e também do Hospital Santa Izabel da Santa Misericórdia, que chegou a investir recursos próprios para a realização dos transplantes.
Santos explica que o grupo já tem uma base experimental para tratar pacientes em estágios avançados da doença de Chagas, com a utilização de células-tronco medulares. "Esta é uma tecnologia compatível com o Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que o procedimento é muito mais barato do que um transplante cardíaco convencional. Acredito que, com boa vontade política, poderíamos atingir uma população carente, entre dois ou três anos", prevê o pesquisador.
No Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, são realizadas, também com bons resultados, aplicações diretas de células-tronco em pacientes com insuficiência cardíaca, causada por doença de Chagas, hipertensão ou de origem desconhecida. Duas técnicas diferentes foram utilizadas: a aplicação de células-tronco isoladas da medula e a utilização de um hormônio que estimula a liberação das células-tronco da medula óssea para a circulação sanguínea. "A nossa hipótese de trabalho é a de que as células-tronco podem ser estimuladas para se dirigirem, por si mesmas, para as regiões lesadas do organismo" diz Edimar Bocchi, um dos responsáveis pela pesquisa. Existem, até o momento, 12 pacientes tratados pela técnica. Esta é uma pesquisa em andamento, que apresenta resultados muito estimulantes, segundo o pesquisador. "Se realmente se confirmarem esses resultados, esperamos que esse tipo de tratamento possa auxiliar um grande número de pessoas, principalmente entre os pacientes que precisam de transplantes" informa Bocchi.
Outras linhas de pesquisa com células-tronco também apresentam resultados promissores, entre elas a do tratamento de lesões traumáticas em que se utiliza uma injeção local de células-tronco medulares. Um estudo feito pela equipe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), conseguiu recriar impulsos elétricos entre a região lesada e o cérebro, pela aplicação de células-tronco medulares. Dentre os 30 pacientes transplantados, todos portadores de lesões medulares crônicas.
As aplicações das células-tronco estendem-se também à engenharia biotecidual, que utiliza o rápido potencial de crescimento apresentado pelas células-tronco para a obtenção de tecidos, tais como ossos, pele e cartilagem, que são cultivados e reimplantados nos pacientes em casos de lesões. Este procedimento já é realizado no Hospital das Clínicas da UFRJ, pela equipe do pesquisador Radovan Borojevic. A equipe trabalha também em estudos envolvendo o tratamento de grandes lesões ósseas, as quais não têm possibilidade de regeneração espontânea. Nesses casos, são utilizadas células-tronco medulares injetadas em matrizes ósseas humanas, que permitem que as células-tronco se diferenciem em células ósseas, promovendo a regeneração do tecido lesado. "Nós acabamos de concluir, em parceria com a Faculdade de Veterinária e Zootecnia da USP, os estudos com modelos animais e os resultados foram muito animadores. Eu espero que os testes em humanos seja possível ainda em 2004" diz Borojevic.
A equipe da UFRJ desenvolve também trabalhos na linha de tratamento de cardiopatias, em parceria com o Hospital Pró-cardíaco, no Rio de Janeiro. Nesses estudos foram realizados os transplantes de células-tronco medulares em 20 pacientes que aguardavam o transplante cardíaco. Do total de transplantados, 16 pacientes foram estudados por um longo prazo, demonstrando que a terapia celular trouxe consideráveis melhoras clínicas. Todos os procedimentos foram financiados por verbas de pesquisa, porém a expectativa é de que, posteriormente, esta seja incluída na lista das terapias que são cobertas pelo SUS. Borojevic afirma que "nesse caso particular, existe a possibilidade de que o Conselho Nacional de Medicina autorize formalmente esse tipo de terapia, o que vai permitir que ela seja coberta pelos planos de saúde e também pelo SUS".
Doenças auto-imunes
As células-tronco parecem ser um campo promissor também no tratamento de doenças auto-imunes, tais como a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistêmico e a nefrite lúpica. Algumas experiências já foram realizadas pela equipe de Júlio C. Voltarelli, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP (HCFMRP-USP). Esses estudos empregam células-tronco medulares do próprio paciente, das quais são separadas as subpopulações não auto-imunes, que são reintroduzidas nos pacientes, depois de passarem por tratamento com quimioterápicos. A quimioterapia destrói as células defeituosas do sistema imune. Voltarelli e sua equipe já realizaram o transplante em 20 pacientes portadores de diferentes doenças auto-imunes, obtendo resultados animadores. Os projetos de pesquisa encontram-se agora na fase que envolve a realização dos transplantes em um número maior de pacientes, em diferentes centros, a fim de comparar os resultados obtidos com a terapia convencional e a que se utiliza das células-tronco. O próximo passo, se for comprovada a superioridade do tratamento com células-tronco, será o de torná-lo disponível em hospitais públicos e privados.
Entre as doenças auto-imunes nas quais o tratamento com células-tronco está sendo testado, encontra-se também o diabetes melito. Pesquisadores do Núcleo de Terapia Celular Molecular (Nucel), do Instituto de Química da USP, obtiveram resultados positivos na diminuição dos efeitos do diabetes, através de transplantes de ilhotas pancreáticas. Já os pesquisadores do hospital da USP de Ribeirão Preto, tentam obter resultados semelhantes utilizando uma técnica diferente. A técnica aplicada em Ribeirão Preto envolve a retirada das células-tronco do paciente, que é então submetido à quimioterapia e à ação de imunossupressores, para então reintroduzirem-se as células-tronco no próprio paciente, evitando, assim, que as células alteradas do sistema imunológico destruam as células produtoras de insulina do pâncreas.
A pesquisa com células-tronco embrionárias
Os estudos com células-tronco embrionárias, por enquanto, só são permitidos em modelos animais. Na Fiocruz de Salvador, por exemplo, são desenvolvidas culturas de tecidos, obtidas a partir de camundongos normais e de camundongos geneticamente modificados. Os estudos com células-tronco embrionárias humanas devem demorar, pois trata-se de um tema polêmico, que envolve questões científicas e questionamentos ético, moral e religioso. O país ainda não dispõe de uma legislação específica sobre o assunto, e a lei que ainda está em vigor é a Lei de Biossegurança de 1995, que proíbe as pesquisas com células-tronco embrionárias e também a clonagem de qualquer tipo, terapêutica ou reprodutiva. A nova lei deve ser votada esta semana no congresso, mas esse item dificilmente será modificado. (leia mais sobre a legislação).
"Se fosse aprovada a pesquisa, os resultados não demorariam a aparecer, uma vez que o Centro de Estudos de Genoma Humano, além de outros centros de pesquisa, já possuem um aparato técnico para isso. Os pesquisadores aguardam apenas a autorização para darem início às pesquisas", comenta Andreia Bezerra de Albuquerque, presidente do Movimento em Prol da Vida - Movitae, entidade que ajudou na elaboração do documento de pedido de liberdade para a pesquisa científica e que defende também a criação de bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placenta.
Vários segmentos da sociedade têm assumido uma posição contrária às pesquisas com células-tronco embrionárias, alegando que o início da vida humana ocorre no momento da concepção, tornando assim a pesquisa com embriões injustificável e anti-ética. Outra argumentação é a de que se estaria abrindo também a possibilidade de que fossem produzidos embriões humanos que serviriam como fonte de células-tronco embrionárias, com possibilidade inclusive de comercialização dos mesmos.
A criação do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual, tem permitido um avanço nas pesquisas com células-tronco no Brasil, mas há outras fontes de financiamento para esse tipo de pesquisa, tais como a Fapesp, através dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) - Centro de Terapia Celular, em Ribeirão Preto e o Centro de Estudos do Genoma Humano, em São Paulo -, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCT. Esta última deverá financiar a construção de uma sede para a pesquisa com células-tronco, em São Paulo, junto ao Hospital Universitário da USP e que abriu um edital de convocação de financiamento de pesquisas aplicadas envolvendo o uso de células-tronco adultas, em janeiro de 2004.
Apesar de todas as controvérsias envolvidas, desde os questionamentos éticos até as dificuldades técnicas, percebe-se que, como no caso das não muito longuínquas discussões a respeito da clonagem de seres humanos, as respostas e soluções serão tomadas, de uma maneira ou de outra, levando-se em conta, não apenas a possibilidade teórica de realização, ou não, de um determinado experimento, mas sim, da real factibilidade, necessidade e aceitação social dos resultados que possam ser decorrentes desse processo.
(LZ)
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sábado, 26 de setembro de 2009
PESQUISA AVALIA O USO DE CÉLULAS-TRONCO NO COMBATE AO AVC
UFRJ
Pesquisa avalia o uso
de células-tronco no
combate ao AVC
As pesquisas com células-tronco adultas
no Brasil têm avançado significativamente
em várias especialidades. Na
Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), uma equipe de pesquisadores
liderados pela neurobiologista Rosalia
Mendez-Otero trabalha com o uso de
células-tronco no combate ao AVC
(acidente vascular cerebral) isquêmico.
Encerrada com sucesso a fase de testes
com camundongos, a equipe aguarda
agora o parecer da Comissão Nacional
de Ética em Pesquisa (Conep) para iniciar
os testes com seres humanos.
De acordo com Rosalia, a idéia é trabalhar,
em uma primeira fase, com um
grupo de 8 a 10 pacientes em fase aguda,
mais precisamente no período de 3
a 5 dias após o AVC. O procedimento
será obter células-tronco adultas da
própria medula óssea do paciente e
reintroduzí-las através da artéria cerebral
média.
A técnica de obtenção de células-tronco
do próprio paciente representa um passo
importante na pesquisa, pois evita a
rejeição pelo próprio corpo. Além disso,
espera-se obter resultados semelhantes
aos obtidos em laboratório, para que essas
células possam adquirir características
dos neurônios e ajudar no processo
de reconstituição de parte do cérebro
atingido pelo acidente vascular cerebral.
Rosalia alerta para o fato de que as pesquisas
realizadas com células-tronco no
Brasil são muito importantes no desenvolvimento
de novos e eficientes tratamentos,
porém, afirma que essas pesquisas
encontram-se em estágios iniciais
e não devem ser encaradas como
tratamentos definitivos.
“A nossa pesquisa visa diminuir as seqüelas
resultantes do acidente vascular
cerebral, o que será bastante importante
na recuperação do paciente”, conclui
Rosalia.
O trabalho realizado pela equipe de
pesquisadores da UFRJ faz parte do
Instituto do Milênio de Bioengenharia
Tecidual, projeto financiado pelo
CNPq. Além da UFRJ, participam as
seguintes instituições: Fundação Oswaldo
Cruz, da Bahia, que pesquisa o
uso de células-tronco aplicada no mal
de Chagas; USP de Ribeirão Preto,
com o uso de células-tronco no combate
a diabetes tipo 1; Hospital Pró-Cardíaco
(RJ), com o uso de células-tronco
no tratamento de doenças cardíacas; e
Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), com o uso de células-tronco
no tratamento de lesões medulares
FONTE: http://cienciaecultura.br/
Pesquisa avalia o uso
de células-tronco no
combate ao AVC
As pesquisas com células-tronco adultas
no Brasil têm avançado significativamente
em várias especialidades. Na
Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), uma equipe de pesquisadores
liderados pela neurobiologista Rosalia
Mendez-Otero trabalha com o uso de
células-tronco no combate ao AVC
(acidente vascular cerebral) isquêmico.
Encerrada com sucesso a fase de testes
com camundongos, a equipe aguarda
agora o parecer da Comissão Nacional
de Ética em Pesquisa (Conep) para iniciar
os testes com seres humanos.
De acordo com Rosalia, a idéia é trabalhar,
em uma primeira fase, com um
grupo de 8 a 10 pacientes em fase aguda,
mais precisamente no período de 3
a 5 dias após o AVC. O procedimento
será obter células-tronco adultas da
própria medula óssea do paciente e
reintroduzí-las através da artéria cerebral
média.
A técnica de obtenção de células-tronco
do próprio paciente representa um passo
importante na pesquisa, pois evita a
rejeição pelo próprio corpo. Além disso,
espera-se obter resultados semelhantes
aos obtidos em laboratório, para que essas
células possam adquirir características
dos neurônios e ajudar no processo
de reconstituição de parte do cérebro
atingido pelo acidente vascular cerebral.
Rosalia alerta para o fato de que as pesquisas
realizadas com células-tronco no
Brasil são muito importantes no desenvolvimento
de novos e eficientes tratamentos,
porém, afirma que essas pesquisas
encontram-se em estágios iniciais
e não devem ser encaradas como
tratamentos definitivos.
“A nossa pesquisa visa diminuir as seqüelas
resultantes do acidente vascular
cerebral, o que será bastante importante
na recuperação do paciente”, conclui
Rosalia.
O trabalho realizado pela equipe de
pesquisadores da UFRJ faz parte do
Instituto do Milênio de Bioengenharia
Tecidual, projeto financiado pelo
CNPq. Além da UFRJ, participam as
seguintes instituições: Fundação Oswaldo
Cruz, da Bahia, que pesquisa o
uso de células-tronco aplicada no mal
de Chagas; USP de Ribeirão Preto,
com o uso de células-tronco no combate
a diabetes tipo 1; Hospital Pró-Cardíaco
(RJ), com o uso de células-tronco
no tratamento de doenças cardíacas; e
Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), com o uso de células-tronco
no tratamento de lesões medulares
FONTE: http://cienciaecultura.br/
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DOENÇAS,
PESQUISAS,
UFRJ
Célula-Tronco >promessa de cura para quase todas as doenças
Polêmica
Pesquisas com células-tronco devem prosseguir?
03/03/2008 13:54
O STF decidirá em 5 de março. É debate que mistura ciência e religião ao redor de um dilema: quando começa a vida
Em março de 2005 a Lei de Biossegurança foi aprovada pelo Congresso. Dois meses depois o procurador-geral Cláudio Fonteles entrou com ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra o artigo que aprova pesquisas com células-tronco de embriões humanos. A decisão, se negativa, pode afastar o Brasil da vanguarda científica.
Acham que SIM
Células-tronco são aquelas capazes de se transformar em qualquer um dos 220 tipos de célula do corpo humano. Elas podem, em tese, agir como neurônio, osso, nervo. São, por isso, a promessa de cura para quase todas as doenças. Até agora as mais eficazes parecem ser as derivadas de embriões humanos.
Acham que SIM
Células-tronco são aquelas capazes de se transformar em qualquer um dos 220 tipos de célula do corpo humano. Elas podem, em tese, agir como neurônio, osso, nervo. São, por isso, a promessa de cura para quase todas as doenças. Até agora as mais eficazes parecem ser as derivadas de embriões humanos.
Os embriões usados em pesquisas são os blastocistos, com idade de três a cinco dias, quando possuem cerca de 100 células pluripotentes – ou seja, que podem se transformar em qualquer tecido. Não se trata, portanto, de um feto com feições humanas, como se vê nos livros de medicina.
A lei prevê apenas o uso de embriões congelados há mais de três anos. Esses embriões são aqueles que não foram usados nas clínicas de fertilização. Somente quatro embriões podem ser transferidos para o útero na fertilização assistida. Os demais são congelados. “Um conjunto de oito células, que jamais será inserido em um útero, pode ser comparado a um ser humano?”, questiona enquete no blog da geneticista Mayana Zatz, no site da revista Veja.
O método embrionário não é o único para se chegar às células- tronco. Duas pesquisas simultâneas, uma no Japão e outra nos Estados Unidos, publicadas nas revistas Cell e Science, reprogramaram células da pele para funcionar como células-tronco. “Esses resultados são prematuros. As pesquisas não podem parar”, afirmou Shinya Yamanaka, da Universidade de Kioto, autor de um dos dois estudos, à agência AFP.
Entre os países que permitem pesquisas com células-tronco embrionárias estão Inglaterra, Coréia do Sul, Japão, Canadá e Israel. Nos Estados Unidos o governo federal cortou verbas para a pesquisa.
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células-tronco pluripotentes
Brasil passa a ser o quinto país a produzir células-tronco pluripotentes a partir de células não embrionárias. Os primeiros foram Japão, Estados Unidos , Alemanha e China.
A pesquisa coordenada pelo neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e pelo biomédico Martin Bonamino, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), foi divulgada no último dia 24 de fevereiro. O grupo de pesquisa da UFRJ recebeu do Ministério da Saúde R$200mil, em 2005, e deve receber mais R$3 milhões, em 2009, para continuar seus estudos. Ao todo, o Ministério da Saúde investirá R$30 milhões na Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC) neste ano. A rede visa integrar os principais grupos de pesquisa em terapia celular em atividade no país, para a a troca de experiências e colaboração científica e tecnológica.
A metodologia da pesquisa desenvolvida pela equipe esta disponível no site http://www.anato.ufrj.br/ips e traz informações que normalmente não são compartilhadas por pesquisadores estrangeiros que já dominam a técnica. A intenção é estimular a utilização da técnica por outros laboratórios do país. As células-tronco desenvolvidas – chamadas de i-Rio-1 e iPS293 – estarão disponíveis gratuitamente para a comunidade científica brasileira associada à RNTC.
Para chegar à descoberta Rehen utilizou células de rim humano. As células foram programadas com o auxílio de vírus produzidos pela equipe do INCA. O domínio da reprogramação celular garante ao Brasil a possibilidade imediata de criação de modelos inéditos para o estudo de doenças como Parkinson, esquizofrenia, cardiopatias, além de doenças genéticas como Síndrome de Down e distrofia muscular.
Leia matéria na integra na revista ABCD em FOCO.
Fonte: Revista ABCD em FOCO, AnoIX, nº37, outono 2009.
Jornalista Responsável: Renata Donaduzzi
FONTE: http://cvii.bireme.br
A pesquisa coordenada pelo neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e pelo biomédico Martin Bonamino, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), foi divulgada no último dia 24 de fevereiro. O grupo de pesquisa da UFRJ recebeu do Ministério da Saúde R$200mil, em 2005, e deve receber mais R$3 milhões, em 2009, para continuar seus estudos. Ao todo, o Ministério da Saúde investirá R$30 milhões na Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC) neste ano. A rede visa integrar os principais grupos de pesquisa em terapia celular em atividade no país, para a a troca de experiências e colaboração científica e tecnológica.
A metodologia da pesquisa desenvolvida pela equipe esta disponível no site http://www.anato.ufrj.br/ips e traz informações que normalmente não são compartilhadas por pesquisadores estrangeiros que já dominam a técnica. A intenção é estimular a utilização da técnica por outros laboratórios do país. As células-tronco desenvolvidas – chamadas de i-Rio-1 e iPS293 – estarão disponíveis gratuitamente para a comunidade científica brasileira associada à RNTC.
Para chegar à descoberta Rehen utilizou células de rim humano. As células foram programadas com o auxílio de vírus produzidos pela equipe do INCA. O domínio da reprogramação celular garante ao Brasil a possibilidade imediata de criação de modelos inéditos para o estudo de doenças como Parkinson, esquizofrenia, cardiopatias, além de doenças genéticas como Síndrome de Down e distrofia muscular.
Leia matéria na integra na revista ABCD em FOCO.
Fonte: Revista ABCD em FOCO, AnoIX, nº37, outono 2009.
Jornalista Responsável: Renata Donaduzzi
FONTE: http://cvii.bireme.br
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
CÉLULAS-TRONCO UMA NOVA ESPERANÇA
http://tratamentocomcelulastronco.blogspot.com/
O que é uma célula-tronco? Célula-tronco ou célula mãe é uma célula indiferenciada, capaz de se transformar em todos os tipos de células que formam os diferentes tecidos do corpo humano. Por isso,elas são capazes também de regenerar órgãos e tecidos lesionados, promovendo a recuperação dos mesmos. Este tipo de tratamento chama-se TERAPIA CELULAR.
Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
CÉLULAS-TRONCO
CÉLULAS-TRONCO
ESPERANÇA PARA O FUTURO DA MEDICINA
O que são células-tronco?
Surgidas a partir do desenvolvimento do zigoto, as células-tronco embrionárias têm a capacidade de gerar todos os tipos celulares existentes no organismo adulto.
O corpo humano é formado por cerca de 200 tipos distintos de células, que se juntam de diversas maneiras a fim de constituir nossos tecidos. Assim, temos células tão diferentes como as células musculares, com a capacidade de se contraírem e de realizar trabalhos mecânicos; as células nervosas, que geram e transmitem os impulsos nervosos; as células do fígado, responsáveis pela desintoxicação do organismo; certas células do pâncreas, que produzem insulina; e outras.
Todas essas células, em última análise, provêm de uma única célula inicial, resultante da fecundação de um óvulo por um espermatozóide, a chamada célulaovo ou zigoto. Ao longo do desenvolvimento embrionário, essa célula se divide e, em seguida, as células-filhas fazem o mesmo e assim por diante. À medida que ocorre essa multiplicação celular, as células-filhas vão tomando diferentes “decisões”, adquirem uma morfologia própria e se especializam numa função específica, participando dessa forma da construção do organismo.
Somos então levados à surpreendente conclusão de que o zigoto deve conter, em suas instruções genéticas, todas as informações necessárias à formação de todas essas células. E de fato, o zigoto pode ser considerado a célula-tronco prototípica, isto é, uma célula totipotente, capaz de dar origem a todos os tipos celulares existentes num organismo adulto.
Uma célula-tronco (em inglês, stem cell) é, portanto, uma célula não especializada, ou seja, que ainda não se diferenciou em nenhum tipo celular específico. Nesse sentido, o termo tronco (ou “haste”, que é o significado da palavra stem na língua inglesa) é muito adequado. Imagine uma árvore na qual o tronco principal, único, se ramifica em vários galhos, e cada galho em outros ainda mais delgados, e assim por diante até chegarmos às folhas. Essa árvore representaria então o desenvolvimento embrionário de um animal: desde o zigoto até a efetiva formação de todos os diferentes tipos celulares presentes no corpo do adulto.
Características das células-tronco
As células-tronco mostram três propriedades fundamentais: auto-renovação, proliferação e diferenciação.
Na auto-renovação, que ocorre por mitoses, as células-tronco geram cópias idênticas de si mesmas. O importante, nesse caso, é que a população dessas células pode manter seu número mais ou menos constante, mesmo quando parte delas segue o caminho da diferenciação (ou seja, o organismo mantém um “estoque” permanente daquelas células-tronco).
A proliferação, também por mitoses, garante um número adequado de células-tronco num dado local do organismo, em um determinado momento de seu desenvolvimento.
A diferenciação permite o surgimento de tipos celulares distintos, em termos morfológicos e funcionais e, por extensão, de tecidos e órgãos especializados. O processo de diferenciação é regulado pela expressão preferencial de genes específicos nas células-tronco, mas ainda não se sabe em detalhes como ocorre. Certamente, isso depende também do microambiente em que a célula-tronco está inserida — ou seja, pela influência exercida pelas células da vizinhança e pela presença (ou ausência) de variados fatores de diferenciação celular.
Algumas células do nosso corpo, como os neurônios e as hemácias, atingem um estado diferenciado e maduro e a partir de então não mais se dividem. Já algumas outras células, embora usualmente não se dividam, podem fazê-lo rapidamente quando expostas aos sinais apropriados. Um exemplo disso são as células-tronco adultas, presentes em várias partes do corpo humano, que passam a se dividir quando ocorre uma lesão naquele tecido, a fim de compensar as células perdidas.
Nem todas as células-tronco têm o mesmo potencial para a diferenciação
Já dissemos que a célula-tronco por excelência é o zigoto, porque ela é uma célula totipotente, isto é, capaz de formar tanto o embrião (e, portanto, todo o organismo adulto) como também uma estrutura extraembrionária, a placenta. O processo de clivagem (ou segmentação) do zigoto produz então, por volta do terceiro ou quarto dia após a fecundação, uma estrutura chamada mórula, composta por 16-32 células num arranjo compacto, que lembra uma amora. Nesta etapa as células que compõem o embrião ainda são totipotentes.
Etapas iniciais no desenvolvimento embrionário humano.
Por volta do quinto dia, o embrião humano encontrase na fase de blastocisto, um estágio de 32-64 células com a forma de uma esfera oca. A camada mais externa de células dessa esfera, chamada trofoblasto, dará origem aos tecidos extra-embrionários (placenta). No interior da esfera, um agrupamento de células localizado em um dos lados da cavidade (a massa celular interna ) dará origem ao embrião propriamente dito.
As células da massa celular interna já não apresentam um potencial tão completo de diferenciação quanto o das células anteriores: são capazes de dar origem a todas as estruturas do embrião, mas não aos tecidos placentários. Essas células são então consideradas células-tronco pluripotentes.
Blastocisto humano de cinco dias, mostrando o trofoblasto e a massa celular interna (ou embrioblasto).
À medida que o embrião se desenvolve, as células que o compõem mostram um potencial para diferenciação cada vez menor. Passamos então de células pluripotentes para células multipotentes (isto é, capazes de dar origem a um número menor de células especializadas) e destas para as células progenitoras (ou precursoras). As células progenitoras já não podem ser consideradas como células-tronco, pois ao se dividir não produzem outras células progenitoras similares. Ao contrário, as células resultantes da divisão adquirem uma morfologia e fisiologia próprias, especializando-se no desempenho de uma tarefa específica no organismo (células diferenciadas).
Retomando a imagem da “árvore” que fizemos anteriormente, representando o desenvolvimento embrionário até a formação de um organismo adulto, veríamos que, a partir dos galhos mais grossos (células-tronco pluripotentes), os ramos vão se bifurcando (células-tronco multipotentes) e ficando cada vez mais finos (células progenitoras), até chegarem às folhas (que representam os tipos celulares já completamente diferenciados).
Fonte: veja.abril.com.br
Dúvidas comuns
1) O que é uma célula-tronco?
Célula-tronco ou célula mãe é uma célula indiferenciada, capaz de se transformar em todos os tipos de células que formam os diferentes tecidos do corpo humano. Por isso,elas são capazes também de regenerar órgãos e tecidos lesionados, promovendo a recuperação dos mesmos. Este tipo de tratamento chama-se TERAPIA CELULAR.
2) Quais as doenças que podem ser tratadas com células-tronco hoje?
3) Porque coletar as células-tronco do sangue do cordão umbilical?
4) Quais as principais fontes de células-tronco?
5) Há quanto tempo a ciência vem utilizando o sangue de cordão umbilical como fonte de células-tronco?
6) Quanto tempo duram as célula-tronco armazenadas no CCB?
7) Como é feita a coleta do sangue de cordão?
8) A Maternidade cobra alguma coisa pela coleta?
9) Quando é que devo decidir?
10) Bebês prematuros podem coletar o sangue do cordão umbilical?
11) O que acontece se o meu parto antecipar ou nascer de madrugada?
12) O que é um banco público de células-tronco?
13) No banco público, as células-tronco são minhas?
14) Como são identificadas as amostras com células-tronco no CCB?
15) Qual é o custo pela Coleta, Processamento, Congelamento e o Armazenamento das células-tronco?
16) Há quanto tempo o CCB tem estocado sangue do cordão umbilical?
17) Se eu precisar utilizar as células-tronco, como devo proceder?
18) Se eu preservar o sangue do cordão umbilical de um filho, devo fazer o mesmo com o seguinte?
19) Se o CCB fechar, o que acontecerá com as células-tronco armazenadas?
20) O que acontece se eu parar de pagar a manutenção?
21) Moro fora do local de cobertura de vocês e gostaria de armazenar o sangue do meu filho?
22) Se eu estiver grávida de gêmeos?
23) Caso queira antecipar o pagamento da manutenção, terei desconto?
24) E se eu ainda não assinei o contrato e me decidir de última hora?
Respostas: http://www.ccb.med.br/cc_duvidas.asp
Coleta de Células-Tronco de Cordão Umbilical
Como, quando e onde começou tudo...
A primeira experiência com células-tronco no mundo, foi em 1930 quando HANS SPEMANN e JACQUES LOEB (Alemanha)– com óvulo fecundado de girino, (célula-tronco) conseguiram gerar dois girinos separando a primeira divisão de um zigoto. Fizeram também com a segunda divisão, com 4 células-tronco (1938). Após isto, lançaram o seguinte desafio:
O núcleo de uma célula diferenciada seria capaz de gerar um indivíduo adulto se for transplantado para um óvulo enucleado?
A resposta veio em 1996 com a ovelha DOLLY, que utilizou exatamente esta técnica, que precisou de 250 tentativas para obter êxito.
E 1968, foi feito o primeiro transplante de medula, isto é, o primeiro transplante de células-tronco adultas, para tratamento de leucemia, pois acreditava-se que as células-tronco, por serem hematopoiéticas (derivadas do sangue) só poderiam se transformar em células do sangue.
Em 1988, na França, foi feito o primeiro transplante de células-tronco do sangue do cordão umbilical, de uma irmã para outro, com resultados positivos, na cura de uma Anemia de Fanconi.
1998 – novembro – Dr. James Thomson – Universidade Wisconsin, em Madison/EUA – extraiu a primeira célula-tronco de um embrião descartado em clínica de fertilidade e assim criou a primeira linhagem de células-tronco de embriões do mundo. Reação de revolta no mundo por algumas entidades.
Fonte: http://www.ccb.med.br/ct_historia.asp
Postado por Sandra Domingues às 08:53
O que é uma célula-tronco? Célula-tronco ou célula mãe é uma célula indiferenciada, capaz de se transformar em todos os tipos de células que formam os diferentes tecidos do corpo humano. Por isso,elas são capazes também de regenerar órgãos e tecidos lesionados, promovendo a recuperação dos mesmos. Este tipo de tratamento chama-se TERAPIA CELULAR.
Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
CÉLULAS-TRONCO
CÉLULAS-TRONCO
ESPERANÇA PARA O FUTURO DA MEDICINA
O que são células-tronco?
Surgidas a partir do desenvolvimento do zigoto, as células-tronco embrionárias têm a capacidade de gerar todos os tipos celulares existentes no organismo adulto.
O corpo humano é formado por cerca de 200 tipos distintos de células, que se juntam de diversas maneiras a fim de constituir nossos tecidos. Assim, temos células tão diferentes como as células musculares, com a capacidade de se contraírem e de realizar trabalhos mecânicos; as células nervosas, que geram e transmitem os impulsos nervosos; as células do fígado, responsáveis pela desintoxicação do organismo; certas células do pâncreas, que produzem insulina; e outras.
Todas essas células, em última análise, provêm de uma única célula inicial, resultante da fecundação de um óvulo por um espermatozóide, a chamada célulaovo ou zigoto. Ao longo do desenvolvimento embrionário, essa célula se divide e, em seguida, as células-filhas fazem o mesmo e assim por diante. À medida que ocorre essa multiplicação celular, as células-filhas vão tomando diferentes “decisões”, adquirem uma morfologia própria e se especializam numa função específica, participando dessa forma da construção do organismo.
Somos então levados à surpreendente conclusão de que o zigoto deve conter, em suas instruções genéticas, todas as informações necessárias à formação de todas essas células. E de fato, o zigoto pode ser considerado a célula-tronco prototípica, isto é, uma célula totipotente, capaz de dar origem a todos os tipos celulares existentes num organismo adulto.
Uma célula-tronco (em inglês, stem cell) é, portanto, uma célula não especializada, ou seja, que ainda não se diferenciou em nenhum tipo celular específico. Nesse sentido, o termo tronco (ou “haste”, que é o significado da palavra stem na língua inglesa) é muito adequado. Imagine uma árvore na qual o tronco principal, único, se ramifica em vários galhos, e cada galho em outros ainda mais delgados, e assim por diante até chegarmos às folhas. Essa árvore representaria então o desenvolvimento embrionário de um animal: desde o zigoto até a efetiva formação de todos os diferentes tipos celulares presentes no corpo do adulto.
Características das células-tronco
As células-tronco mostram três propriedades fundamentais: auto-renovação, proliferação e diferenciação.
Na auto-renovação, que ocorre por mitoses, as células-tronco geram cópias idênticas de si mesmas. O importante, nesse caso, é que a população dessas células pode manter seu número mais ou menos constante, mesmo quando parte delas segue o caminho da diferenciação (ou seja, o organismo mantém um “estoque” permanente daquelas células-tronco).
A proliferação, também por mitoses, garante um número adequado de células-tronco num dado local do organismo, em um determinado momento de seu desenvolvimento.
A diferenciação permite o surgimento de tipos celulares distintos, em termos morfológicos e funcionais e, por extensão, de tecidos e órgãos especializados. O processo de diferenciação é regulado pela expressão preferencial de genes específicos nas células-tronco, mas ainda não se sabe em detalhes como ocorre. Certamente, isso depende também do microambiente em que a célula-tronco está inserida — ou seja, pela influência exercida pelas células da vizinhança e pela presença (ou ausência) de variados fatores de diferenciação celular.
Algumas células do nosso corpo, como os neurônios e as hemácias, atingem um estado diferenciado e maduro e a partir de então não mais se dividem. Já algumas outras células, embora usualmente não se dividam, podem fazê-lo rapidamente quando expostas aos sinais apropriados. Um exemplo disso são as células-tronco adultas, presentes em várias partes do corpo humano, que passam a se dividir quando ocorre uma lesão naquele tecido, a fim de compensar as células perdidas.
Nem todas as células-tronco têm o mesmo potencial para a diferenciação
Já dissemos que a célula-tronco por excelência é o zigoto, porque ela é uma célula totipotente, isto é, capaz de formar tanto o embrião (e, portanto, todo o organismo adulto) como também uma estrutura extraembrionária, a placenta. O processo de clivagem (ou segmentação) do zigoto produz então, por volta do terceiro ou quarto dia após a fecundação, uma estrutura chamada mórula, composta por 16-32 células num arranjo compacto, que lembra uma amora. Nesta etapa as células que compõem o embrião ainda são totipotentes.
Etapas iniciais no desenvolvimento embrionário humano.
Por volta do quinto dia, o embrião humano encontrase na fase de blastocisto, um estágio de 32-64 células com a forma de uma esfera oca. A camada mais externa de células dessa esfera, chamada trofoblasto, dará origem aos tecidos extra-embrionários (placenta). No interior da esfera, um agrupamento de células localizado em um dos lados da cavidade (a massa celular interna ) dará origem ao embrião propriamente dito.
As células da massa celular interna já não apresentam um potencial tão completo de diferenciação quanto o das células anteriores: são capazes de dar origem a todas as estruturas do embrião, mas não aos tecidos placentários. Essas células são então consideradas células-tronco pluripotentes.
Blastocisto humano de cinco dias, mostrando o trofoblasto e a massa celular interna (ou embrioblasto).
À medida que o embrião se desenvolve, as células que o compõem mostram um potencial para diferenciação cada vez menor. Passamos então de células pluripotentes para células multipotentes (isto é, capazes de dar origem a um número menor de células especializadas) e destas para as células progenitoras (ou precursoras). As células progenitoras já não podem ser consideradas como células-tronco, pois ao se dividir não produzem outras células progenitoras similares. Ao contrário, as células resultantes da divisão adquirem uma morfologia e fisiologia próprias, especializando-se no desempenho de uma tarefa específica no organismo (células diferenciadas).
Retomando a imagem da “árvore” que fizemos anteriormente, representando o desenvolvimento embrionário até a formação de um organismo adulto, veríamos que, a partir dos galhos mais grossos (células-tronco pluripotentes), os ramos vão se bifurcando (células-tronco multipotentes) e ficando cada vez mais finos (células progenitoras), até chegarem às folhas (que representam os tipos celulares já completamente diferenciados).
Fonte: veja.abril.com.br
Dúvidas comuns
1) O que é uma célula-tronco?
Célula-tronco ou célula mãe é uma célula indiferenciada, capaz de se transformar em todos os tipos de células que formam os diferentes tecidos do corpo humano. Por isso,elas são capazes também de regenerar órgãos e tecidos lesionados, promovendo a recuperação dos mesmos. Este tipo de tratamento chama-se TERAPIA CELULAR.
2) Quais as doenças que podem ser tratadas com células-tronco hoje?
3) Porque coletar as células-tronco do sangue do cordão umbilical?
4) Quais as principais fontes de células-tronco?
5) Há quanto tempo a ciência vem utilizando o sangue de cordão umbilical como fonte de células-tronco?
6) Quanto tempo duram as célula-tronco armazenadas no CCB?
7) Como é feita a coleta do sangue de cordão?
8) A Maternidade cobra alguma coisa pela coleta?
9) Quando é que devo decidir?
10) Bebês prematuros podem coletar o sangue do cordão umbilical?
11) O que acontece se o meu parto antecipar ou nascer de madrugada?
12) O que é um banco público de células-tronco?
13) No banco público, as células-tronco são minhas?
14) Como são identificadas as amostras com células-tronco no CCB?
15) Qual é o custo pela Coleta, Processamento, Congelamento e o Armazenamento das células-tronco?
16) Há quanto tempo o CCB tem estocado sangue do cordão umbilical?
17) Se eu precisar utilizar as células-tronco, como devo proceder?
18) Se eu preservar o sangue do cordão umbilical de um filho, devo fazer o mesmo com o seguinte?
19) Se o CCB fechar, o que acontecerá com as células-tronco armazenadas?
20) O que acontece se eu parar de pagar a manutenção?
21) Moro fora do local de cobertura de vocês e gostaria de armazenar o sangue do meu filho?
22) Se eu estiver grávida de gêmeos?
23) Caso queira antecipar o pagamento da manutenção, terei desconto?
24) E se eu ainda não assinei o contrato e me decidir de última hora?
Respostas: http://www.ccb.med.br/cc_duvidas.asp
Coleta de Células-Tronco de Cordão Umbilical
Como, quando e onde começou tudo...
A primeira experiência com células-tronco no mundo, foi em 1930 quando HANS SPEMANN e JACQUES LOEB (Alemanha)– com óvulo fecundado de girino, (célula-tronco) conseguiram gerar dois girinos separando a primeira divisão de um zigoto. Fizeram também com a segunda divisão, com 4 células-tronco (1938). Após isto, lançaram o seguinte desafio:
O núcleo de uma célula diferenciada seria capaz de gerar um indivíduo adulto se for transplantado para um óvulo enucleado?
A resposta veio em 1996 com a ovelha DOLLY, que utilizou exatamente esta técnica, que precisou de 250 tentativas para obter êxito.
E 1968, foi feito o primeiro transplante de medula, isto é, o primeiro transplante de células-tronco adultas, para tratamento de leucemia, pois acreditava-se que as células-tronco, por serem hematopoiéticas (derivadas do sangue) só poderiam se transformar em células do sangue.
Em 1988, na França, foi feito o primeiro transplante de células-tronco do sangue do cordão umbilical, de uma irmã para outro, com resultados positivos, na cura de uma Anemia de Fanconi.
1998 – novembro – Dr. James Thomson – Universidade Wisconsin, em Madison/EUA – extraiu a primeira célula-tronco de um embrião descartado em clínica de fertilidade e assim criou a primeira linhagem de células-tronco de embriões do mundo. Reação de revolta no mundo por algumas entidades.
Fonte: http://www.ccb.med.br/ct_historia.asp
Postado por Sandra Domingues às 08:53
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