Publicado em 12/03/2008 21:11
Cientistas criam rins e pâncreas em ratos com células-tronco
Pesquisadores indicaram que esperam que esse avanço possa ser aplicado no futuro em humanos
Cientistas da Universidade de Tokyo anunciaram hoje (12) que conseguiram gerar rins e pâncreas em ratos mediante células-tronco embrionárias, informou a agência local "Kyodo".
Esse passo foi dado em ratos modificados para crescer sem esses órgãos, mediante a injeção de células-tronco embrionárias procedentes de outros ratos.
Os pesquisadores indicaram que esperam que esse avanço possa ser aplicado no futuro em humanos, segundo a "Kyodo".
"Demos um passo à frente" ao conseguir esta técnica que permite produzir órgãos dentro de animais domésticos, "mas agora devemos garantir sua segurança", indicou o professor Hiromitsu Nakauchi, que lidera a equipe responsável pela pesquisa.
As células-tronco têm a capacidade de evoluir e se transformar em células específicas como ósseas, musculares ou neurônios, segundo os cientistas.
A pesquisa dos cientistas japoneses será apresentada amanhã (13) em Nagoya (Aichi), durante uma reunião da Sociedade de Medicina Regenerativa do Japão.
Os cientistas injetaram células-tronco embrionárias de ratos em óvulos de ratos modificados geneticamente para que crescessem sem rins ou pâncreas, três dias depois da fecundação, e implantaram os óvulos nos outros ratos.
O rato que nasceu depois tinha desenvolvido os rins e o pâncreas que, segundo os pesquisadores, se derivaram das células-tronco embrionárias.
Esses órgãos funcionavam corretamente, afirmaram os cientistas, que acrescentaram que os ratos não desenvolveram nenhum tipo de câncer, como às vezes ocorre com a pesquisa regenerativa com células-tronco embrionárias.
FONTE: http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Japao/Cientistas-criam-rins-e-pancreas-em-ratos-com-celulas-tronco
ESTE BLOG TEM POR FINALIDADE ABSORVER TODAS AS POSSÍVEIS INFORMAÇÕES,NO QUE DIZ RESPEITO AS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO.
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sábado, 3 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
ComCiência
Pesquisa brasileira em CT já apresenta resultados
O uso de células-tronco para o reparo de órgãos e tecidos lesados, abre as portas para uma nova era, rica em possibilidades, e batizada de medicina regenerativa, a qual, segundo alguns pesquisadores, apresenta um potencial revolucionário comparável ao do advento da penicilina. Apesar do entusiasmo dos cientistas e das esperanças depositadas por uma parcela considerável da população que poderá um dia beneficiar-se do conhecimento gerado nessa área, são necessárias muitas pesquisas, financiamentos e disposições políticas, éticas e morais para compor o cenário ideal ao pleno desenvolvimento dessa área terapêutica.
"A principal aplicação da terapia de células-tronco seria em doenças crônico- degenerativas, que afetam principalmente pessoas na terceira idade. Com o gradual aumento da expectativa de vida populacional, prevê-se que haja um aumento considerável na ocorrência dessas doenças na população", afirma Ricardo Ribeiro dos Santos, imunologista e coordenador do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual (IMBT).
A equipe do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz, da Fiocruz, na Bahia, realizou o primeiro transplante de células de medula óssea em pacientes com insuficiência cardíaca devida à doença de Chagas - um feito até então inédito no mundo. O grupo obteve resultados muito rapidamente, em um prazo de três anos e meio, entre a pesquisa básica, iniciada em 2000, e a aplicação clínica, iniciada em junho de 2003. O projeto com células-tronco em pacientes chagásicos contou com o financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Fiocruz, CNPq e também do Hospital Santa Izabel da Santa Misericórdia, que chegou a investir recursos próprios para a realização dos transplantes.
Santos explica que o grupo já tem uma base experimental para tratar pacientes em estágios avançados da doença de Chagas, com a utilização de células-tronco medulares. "Esta é uma tecnologia compatível com o Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que o procedimento é muito mais barato do que um transplante cardíaco convencional. Acredito que, com boa vontade política, poderíamos atingir uma população carente, entre dois ou três anos", prevê o pesquisador.
No Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, são realizadas, também com bons resultados, aplicações diretas de células-tronco em pacientes com insuficiência cardíaca, causada por doença de Chagas, hipertensão ou de origem desconhecida. Duas técnicas diferentes foram utilizadas: a aplicação de células-tronco isoladas da medula e a utilização de um hormônio que estimula a liberação das células-tronco da medula óssea para a circulação sanguínea. "A nossa hipótese de trabalho é a de que as células-tronco podem ser estimuladas para se dirigirem, por si mesmas, para as regiões lesadas do organismo" diz Edimar Bocchi, um dos responsáveis pela pesquisa. Existem, até o momento, 12 pacientes tratados pela técnica. Esta é uma pesquisa em andamento, que apresenta resultados muito estimulantes, segundo o pesquisador. "Se realmente se confirmarem esses resultados, esperamos que esse tipo de tratamento possa auxiliar um grande número de pessoas, principalmente entre os pacientes que precisam de transplantes" informa Bocchi.
Outras linhas de pesquisa com células-tronco também apresentam resultados promissores, entre elas a do tratamento de lesões traumáticas em que se utiliza uma injeção local de células-tronco medulares. Um estudo feito pela equipe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), conseguiu recriar impulsos elétricos entre a região lesada e o cérebro, pela aplicação de células-tronco medulares. Dentre os 30 pacientes transplantados, todos portadores de lesões medulares crônicas.
As aplicações das células-tronco estendem-se também à engenharia biotecidual, que utiliza o rápido potencial de crescimento apresentado pelas células-tronco para a obtenção de tecidos, tais como ossos, pele e cartilagem, que são cultivados e reimplantados nos pacientes em casos de lesões. Este procedimento já é realizado no Hospital das Clínicas da UFRJ, pela equipe do pesquisador Radovan Borojevic. A equipe trabalha também em estudos envolvendo o tratamento de grandes lesões ósseas, as quais não têm possibilidade de regeneração espontânea. Nesses casos, são utilizadas células-tronco medulares injetadas em matrizes ósseas humanas, que permitem que as células-tronco se diferenciem em células ósseas, promovendo a regeneração do tecido lesado. "Nós acabamos de concluir, em parceria com a Faculdade de Veterinária e Zootecnia da USP, os estudos com modelos animais e os resultados foram muito animadores. Eu espero que os testes em humanos seja possível ainda em 2004" diz Borojevic.
A equipe da UFRJ desenvolve também trabalhos na linha de tratamento de cardiopatias, em parceria com o Hospital Pró-cardíaco, no Rio de Janeiro. Nesses estudos foram realizados os transplantes de células-tronco medulares em 20 pacientes que aguardavam o transplante cardíaco. Do total de transplantados, 16 pacientes foram estudados por um longo prazo, demonstrando que a terapia celular trouxe consideráveis melhoras clínicas. Todos os procedimentos foram financiados por verbas de pesquisa, porém a expectativa é de que, posteriormente, esta seja incluída na lista das terapias que são cobertas pelo SUS. Borojevic afirma que "nesse caso particular, existe a possibilidade de que o Conselho Nacional de Medicina autorize formalmente esse tipo de terapia, o que vai permitir que ela seja coberta pelos planos de saúde e também pelo SUS".
Doenças auto-imunes
As células-tronco parecem ser um campo promissor também no tratamento de doenças auto-imunes, tais como a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistêmico e a nefrite lúpica. Algumas experiências já foram realizadas pela equipe de Júlio C. Voltarelli, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP (HCFMRP-USP). Esses estudos empregam células-tronco medulares do próprio paciente, das quais são separadas as subpopulações não auto-imunes, que são reintroduzidas nos pacientes, depois de passarem por tratamento com quimioterápicos. A quimioterapia destrói as células defeituosas do sistema imune. Voltarelli e sua equipe já realizaram o transplante em 20 pacientes portadores de diferentes doenças auto-imunes, obtendo resultados animadores. Os projetos de pesquisa encontram-se agora na fase que envolve a realização dos transplantes em um número maior de pacientes, em diferentes centros, a fim de comparar os resultados obtidos com a terapia convencional e a que se utiliza das células-tronco. O próximo passo, se for comprovada a superioridade do tratamento com células-tronco, será o de torná-lo disponível em hospitais públicos e privados.
Entre as doenças auto-imunes nas quais o tratamento com células-tronco está sendo testado, encontra-se também o diabetes melito. Pesquisadores do Núcleo de Terapia Celular Molecular (Nucel), do Instituto de Química da USP, obtiveram resultados positivos na diminuição dos efeitos do diabetes, através de transplantes de ilhotas pancreáticas. Já os pesquisadores do hospital da USP de Ribeirão Preto, tentam obter resultados semelhantes utilizando uma técnica diferente. A técnica aplicada em Ribeirão Preto envolve a retirada das células-tronco do paciente, que é então submetido à quimioterapia e à ação de imunossupressores, para então reintroduzirem-se as células-tronco no próprio paciente, evitando, assim, que as células alteradas do sistema imunológico destruam as células produtoras de insulina do pâncreas.
A pesquisa com células-tronco embrionárias
Os estudos com células-tronco embrionárias, por enquanto, só são permitidos em modelos animais. Na Fiocruz de Salvador, por exemplo, são desenvolvidas culturas de tecidos, obtidas a partir de camundongos normais e de camundongos geneticamente modificados. Os estudos com células-tronco embrionárias humanas devem demorar, pois trata-se de um tema polêmico, que envolve questões científicas e questionamentos ético, moral e religioso. O país ainda não dispõe de uma legislação específica sobre o assunto, e a lei que ainda está em vigor é a Lei de Biossegurança de 1995, que proíbe as pesquisas com células-tronco embrionárias e também a clonagem de qualquer tipo, terapêutica ou reprodutiva. A nova lei deve ser votada esta semana no congresso, mas esse item dificilmente será modificado. (leia mais sobre a legislação).
"Se fosse aprovada a pesquisa, os resultados não demorariam a aparecer, uma vez que o Centro de Estudos de Genoma Humano, além de outros centros de pesquisa, já possuem um aparato técnico para isso. Os pesquisadores aguardam apenas a autorização para darem início às pesquisas", comenta Andreia Bezerra de Albuquerque, presidente do Movimento em Prol da Vida - Movitae, entidade que ajudou na elaboração do documento de pedido de liberdade para a pesquisa científica e que defende também a criação de bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placenta.
Vários segmentos da sociedade têm assumido uma posição contrária às pesquisas com células-tronco embrionárias, alegando que o início da vida humana ocorre no momento da concepção, tornando assim a pesquisa com embriões injustificável e anti-ética. Outra argumentação é a de que se estaria abrindo também a possibilidade de que fossem produzidos embriões humanos que serviriam como fonte de células-tronco embrionárias, com possibilidade inclusive de comercialização dos mesmos.
A criação do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual, tem permitido um avanço nas pesquisas com células-tronco no Brasil, mas há outras fontes de financiamento para esse tipo de pesquisa, tais como a Fapesp, através dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) - Centro de Terapia Celular, em Ribeirão Preto e o Centro de Estudos do Genoma Humano, em São Paulo -, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCT. Esta última deverá financiar a construção de uma sede para a pesquisa com células-tronco, em São Paulo, junto ao Hospital Universitário da USP e que abriu um edital de convocação de financiamento de pesquisas aplicadas envolvendo o uso de células-tronco adultas, em janeiro de 2004.
Apesar de todas as controvérsias envolvidas, desde os questionamentos éticos até as dificuldades técnicas, percebe-se que, como no caso das não muito longuínquas discussões a respeito da clonagem de seres humanos, as respostas e soluções serão tomadas, de uma maneira ou de outra, levando-se em conta, não apenas a possibilidade teórica de realização, ou não, de um determinado experimento, mas sim, da real factibilidade, necessidade e aceitação social dos resultados que possam ser decorrentes desse processo.
(LZ)
Atualizado em 10/02/2004
http://www.comciencia.br
contato@comciencia.br
O uso de células-tronco para o reparo de órgãos e tecidos lesados, abre as portas para uma nova era, rica em possibilidades, e batizada de medicina regenerativa, a qual, segundo alguns pesquisadores, apresenta um potencial revolucionário comparável ao do advento da penicilina. Apesar do entusiasmo dos cientistas e das esperanças depositadas por uma parcela considerável da população que poderá um dia beneficiar-se do conhecimento gerado nessa área, são necessárias muitas pesquisas, financiamentos e disposições políticas, éticas e morais para compor o cenário ideal ao pleno desenvolvimento dessa área terapêutica.
"A principal aplicação da terapia de células-tronco seria em doenças crônico- degenerativas, que afetam principalmente pessoas na terceira idade. Com o gradual aumento da expectativa de vida populacional, prevê-se que haja um aumento considerável na ocorrência dessas doenças na população", afirma Ricardo Ribeiro dos Santos, imunologista e coordenador do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual (IMBT).
A equipe do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz, da Fiocruz, na Bahia, realizou o primeiro transplante de células de medula óssea em pacientes com insuficiência cardíaca devida à doença de Chagas - um feito até então inédito no mundo. O grupo obteve resultados muito rapidamente, em um prazo de três anos e meio, entre a pesquisa básica, iniciada em 2000, e a aplicação clínica, iniciada em junho de 2003. O projeto com células-tronco em pacientes chagásicos contou com o financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Fiocruz, CNPq e também do Hospital Santa Izabel da Santa Misericórdia, que chegou a investir recursos próprios para a realização dos transplantes.
Santos explica que o grupo já tem uma base experimental para tratar pacientes em estágios avançados da doença de Chagas, com a utilização de células-tronco medulares. "Esta é uma tecnologia compatível com o Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que o procedimento é muito mais barato do que um transplante cardíaco convencional. Acredito que, com boa vontade política, poderíamos atingir uma população carente, entre dois ou três anos", prevê o pesquisador.
No Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, são realizadas, também com bons resultados, aplicações diretas de células-tronco em pacientes com insuficiência cardíaca, causada por doença de Chagas, hipertensão ou de origem desconhecida. Duas técnicas diferentes foram utilizadas: a aplicação de células-tronco isoladas da medula e a utilização de um hormônio que estimula a liberação das células-tronco da medula óssea para a circulação sanguínea. "A nossa hipótese de trabalho é a de que as células-tronco podem ser estimuladas para se dirigirem, por si mesmas, para as regiões lesadas do organismo" diz Edimar Bocchi, um dos responsáveis pela pesquisa. Existem, até o momento, 12 pacientes tratados pela técnica. Esta é uma pesquisa em andamento, que apresenta resultados muito estimulantes, segundo o pesquisador. "Se realmente se confirmarem esses resultados, esperamos que esse tipo de tratamento possa auxiliar um grande número de pessoas, principalmente entre os pacientes que precisam de transplantes" informa Bocchi.
Outras linhas de pesquisa com células-tronco também apresentam resultados promissores, entre elas a do tratamento de lesões traumáticas em que se utiliza uma injeção local de células-tronco medulares. Um estudo feito pela equipe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), conseguiu recriar impulsos elétricos entre a região lesada e o cérebro, pela aplicação de células-tronco medulares. Dentre os 30 pacientes transplantados, todos portadores de lesões medulares crônicas.
As aplicações das células-tronco estendem-se também à engenharia biotecidual, que utiliza o rápido potencial de crescimento apresentado pelas células-tronco para a obtenção de tecidos, tais como ossos, pele e cartilagem, que são cultivados e reimplantados nos pacientes em casos de lesões. Este procedimento já é realizado no Hospital das Clínicas da UFRJ, pela equipe do pesquisador Radovan Borojevic. A equipe trabalha também em estudos envolvendo o tratamento de grandes lesões ósseas, as quais não têm possibilidade de regeneração espontânea. Nesses casos, são utilizadas células-tronco medulares injetadas em matrizes ósseas humanas, que permitem que as células-tronco se diferenciem em células ósseas, promovendo a regeneração do tecido lesado. "Nós acabamos de concluir, em parceria com a Faculdade de Veterinária e Zootecnia da USP, os estudos com modelos animais e os resultados foram muito animadores. Eu espero que os testes em humanos seja possível ainda em 2004" diz Borojevic.
A equipe da UFRJ desenvolve também trabalhos na linha de tratamento de cardiopatias, em parceria com o Hospital Pró-cardíaco, no Rio de Janeiro. Nesses estudos foram realizados os transplantes de células-tronco medulares em 20 pacientes que aguardavam o transplante cardíaco. Do total de transplantados, 16 pacientes foram estudados por um longo prazo, demonstrando que a terapia celular trouxe consideráveis melhoras clínicas. Todos os procedimentos foram financiados por verbas de pesquisa, porém a expectativa é de que, posteriormente, esta seja incluída na lista das terapias que são cobertas pelo SUS. Borojevic afirma que "nesse caso particular, existe a possibilidade de que o Conselho Nacional de Medicina autorize formalmente esse tipo de terapia, o que vai permitir que ela seja coberta pelos planos de saúde e também pelo SUS".
Doenças auto-imunes
As células-tronco parecem ser um campo promissor também no tratamento de doenças auto-imunes, tais como a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistêmico e a nefrite lúpica. Algumas experiências já foram realizadas pela equipe de Júlio C. Voltarelli, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP (HCFMRP-USP). Esses estudos empregam células-tronco medulares do próprio paciente, das quais são separadas as subpopulações não auto-imunes, que são reintroduzidas nos pacientes, depois de passarem por tratamento com quimioterápicos. A quimioterapia destrói as células defeituosas do sistema imune. Voltarelli e sua equipe já realizaram o transplante em 20 pacientes portadores de diferentes doenças auto-imunes, obtendo resultados animadores. Os projetos de pesquisa encontram-se agora na fase que envolve a realização dos transplantes em um número maior de pacientes, em diferentes centros, a fim de comparar os resultados obtidos com a terapia convencional e a que se utiliza das células-tronco. O próximo passo, se for comprovada a superioridade do tratamento com células-tronco, será o de torná-lo disponível em hospitais públicos e privados.
Entre as doenças auto-imunes nas quais o tratamento com células-tronco está sendo testado, encontra-se também o diabetes melito. Pesquisadores do Núcleo de Terapia Celular Molecular (Nucel), do Instituto de Química da USP, obtiveram resultados positivos na diminuição dos efeitos do diabetes, através de transplantes de ilhotas pancreáticas. Já os pesquisadores do hospital da USP de Ribeirão Preto, tentam obter resultados semelhantes utilizando uma técnica diferente. A técnica aplicada em Ribeirão Preto envolve a retirada das células-tronco do paciente, que é então submetido à quimioterapia e à ação de imunossupressores, para então reintroduzirem-se as células-tronco no próprio paciente, evitando, assim, que as células alteradas do sistema imunológico destruam as células produtoras de insulina do pâncreas.
A pesquisa com células-tronco embrionárias
Os estudos com células-tronco embrionárias, por enquanto, só são permitidos em modelos animais. Na Fiocruz de Salvador, por exemplo, são desenvolvidas culturas de tecidos, obtidas a partir de camundongos normais e de camundongos geneticamente modificados. Os estudos com células-tronco embrionárias humanas devem demorar, pois trata-se de um tema polêmico, que envolve questões científicas e questionamentos ético, moral e religioso. O país ainda não dispõe de uma legislação específica sobre o assunto, e a lei que ainda está em vigor é a Lei de Biossegurança de 1995, que proíbe as pesquisas com células-tronco embrionárias e também a clonagem de qualquer tipo, terapêutica ou reprodutiva. A nova lei deve ser votada esta semana no congresso, mas esse item dificilmente será modificado. (leia mais sobre a legislação).
"Se fosse aprovada a pesquisa, os resultados não demorariam a aparecer, uma vez que o Centro de Estudos de Genoma Humano, além de outros centros de pesquisa, já possuem um aparato técnico para isso. Os pesquisadores aguardam apenas a autorização para darem início às pesquisas", comenta Andreia Bezerra de Albuquerque, presidente do Movimento em Prol da Vida - Movitae, entidade que ajudou na elaboração do documento de pedido de liberdade para a pesquisa científica e que defende também a criação de bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placenta.
Vários segmentos da sociedade têm assumido uma posição contrária às pesquisas com células-tronco embrionárias, alegando que o início da vida humana ocorre no momento da concepção, tornando assim a pesquisa com embriões injustificável e anti-ética. Outra argumentação é a de que se estaria abrindo também a possibilidade de que fossem produzidos embriões humanos que serviriam como fonte de células-tronco embrionárias, com possibilidade inclusive de comercialização dos mesmos.
A criação do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual, tem permitido um avanço nas pesquisas com células-tronco no Brasil, mas há outras fontes de financiamento para esse tipo de pesquisa, tais como a Fapesp, através dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) - Centro de Terapia Celular, em Ribeirão Preto e o Centro de Estudos do Genoma Humano, em São Paulo -, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCT. Esta última deverá financiar a construção de uma sede para a pesquisa com células-tronco, em São Paulo, junto ao Hospital Universitário da USP e que abriu um edital de convocação de financiamento de pesquisas aplicadas envolvendo o uso de células-tronco adultas, em janeiro de 2004.
Apesar de todas as controvérsias envolvidas, desde os questionamentos éticos até as dificuldades técnicas, percebe-se que, como no caso das não muito longuínquas discussões a respeito da clonagem de seres humanos, as respostas e soluções serão tomadas, de uma maneira ou de outra, levando-se em conta, não apenas a possibilidade teórica de realização, ou não, de um determinado experimento, mas sim, da real factibilidade, necessidade e aceitação social dos resultados que possam ser decorrentes desse processo.
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EMEDIX - CÉLULAS-TRONCO
Fonte: Nature Biotechnology , 07/01/2007
Cientistas descobriram uma nova fonte de células tronco e a usou para criar células de músculo, osso, gordura, vaso sangüíneo, nervo e do fígado em laboratório. Os cientistas isolaram células tronco do fluído amniótico que cerca o embrião.
"Nossa esperança é que essas células forneçam uma fonte valiosa para reparo do tecido e criação de órgãos também,"disse Anthony Atala, M.D, pesquisador sênior e diretor do Institute for Regenerative Medicine da Wake Forest University School of Medicine.
Atala anunciou a inovação realizada com colegas do Wake Forest University School of Medicine e Harvard Medical School.
Atala e colegas descobriram que um pequeno número de células tronco no fluído amniótico - estimado em 1% - pode dar origem a muitos dos tipos de células especializadas do corpo humano. Os cientistas acreditam que as células tronco recentemente descobertas, às quais eles deram o nome de células tronco derivadas do fluído amniótico (AFS), podem representar um estágio intermediário entre células tronco embrionárias e células tronco adultas. Elas têm marcadores consistentes para ambos os tipos celulares.
Atala disse que começou o trabalho há sete anos atrás e que levou todo esse tempo para se certificar que tinha células tronco verdadeiras. Essas células são capazes de auto-renovação extensiva, uma propriedade definidora das células tronco. Elas também podem ser usadas para produzirem uma ampla variedade de células que podem ser valiosas para tratamento.
Uma vantagem das células AFS para possíveis aplicações médicas é a sua disponibilidade imediata. O artigo descreve como as células foram coletadas de espécimes de fluído amniótico obtidas para amniocentese, um procedimento que examina células nesse fluído para diagnóstico pré-natal de certas doenças genéticas. Células tronco similares foram isoladas "pós-nascimento" da placenta e outras membranas que são expelidas depois do parto.
Além de serem facilmente obtidas, as células AFS podem crescer em grande quantidade pois normalmente dobram a cada 36 horas. Elas também não requerem direção de outras células (chamadas "feeders") e não produzem tumores, que podem ocorrer com alguns outros tipos de células tronco. Os cientistas observaram que células especializadas geradas a partir das células AFS incluíram todas as três classes de células encontradas no embrião em desenvolvimento -chamadas ectoderma, mesoderma e endoterma. Com sua grande flexibilidade e potencial de crescimento, as células AFS se assemelham a células tronco embriônicas, que se acredita serem capazes de gerar todo tipo de célula adulta.
"A completa variedade de células que podem ser geradas pelas células AFS precisa ser determinada,"disse Atala "Até então, fomos bem sucedidos com todo tipo de célula que tentamos produzir a partir dessas células tronco. As células AFS podem produzir também células maduras que atendem testes de função, o que sugere seu valor terapêutico.
Os testes funcionais incluíram implantar células neurais criadas a partir de células AFS dentro de camundongos com uma doença cerebral degenerativa. As células cresceram e repovoaram as áreas doentes. Além disso, células ósseas produzidas a partir das células tronco foram usadas com sucesso para aumentar o tecido ósseo em camundongos, e células do fígado ficaram capazes secretar uréia que é produzida a partir da amônia.
O potencial para gerar uma ampla variedade de tipos de células maduras é a razão pela qual muitos cientistas acreditarem que células tronco podem substituir células danificadas e tecidos em condições como danos na medula espinhal, diabetes, doença de Alzheimer e derrame.
FONTE: http://emedix.uol.com.br/not/not2007jan07gen-sah-~celulastronco.php
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sábado, 26 de setembro de 2009
Por acaso, brasileiros descobrem nova fonte de células-tronco
AFRA BALAZINA http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u583380.shtmlda Folha de S.Paulo |
| Seg, 14 de Setembro de 2009 17:21 | ||||
Com a ajuda do acaso, pesquisadores brasileiros obtiveram pela primeira vez células-tronco adultas a partir de tecidos das tubas uterinas (antes chamadas trompas de falópio). Essas células foram transformadas em osso, músculo, cartilagem e gordura. Agora, os cientistas querem investigar por que as tubas, canais que ligam os ovários ao útero, são ricas em células-tronco. O grupo do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP e de mais duas instituições paulistanas publicaram a descoberta no periódico "Journal of Translational Medicine". "Não tínhamos a intenção de extrair células-tronco da trompa de falópio. Na verdade, queríamos cultivar as células do aparelho reprodutor feminino do endométrio, da trompa e até do sangue menstrual para que essas células servissem de suporte para a cultura de células-tronco embrionárias humanas", conta Tatiana Jazedje, bióloga do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP.
As células foram extraídas de tecidos descartados de cirurgias como retirada do útero e laqueadura, feitas em seis pacientes. Depois de isoladas, no entanto, um fato chamou a atenção de Jazedje e seus colegas de pesquisa: elas se dividiam rápido demais. Segundo a pesquisadora, o perfil genético dessas células foi analisado no laboratório e se percebeu que elas "tinham cara de célula-tronco". Surpresos, os cientistas resolveram testar a sua capacidade de diferenciação (transformação em diferentes tecidos do corpo). "Precisávamos de três tecidos diferentes para mostrar que era célula-tronco", disse. Obtiveram quatro: músculo, gordura, osso e cartilagem. Para os pesquisadores, os fragmentos de tecido das tubas uterinas "podem representar uma nova fonte potencial de células pluripotentes para medicina regenerativa" --já que células-tronco têm potencial para regenerar órgãos. Mas a célula-tronco adulta é menos potente do que a polêmica célula-tronco embrionária, capaz de se converter em qualquer tipo de tecido. O próximo passo na pesquisa, de acordo com Jazedje, é testar as células em animais. Sem problemas éticos O grupo, liderado pela geneticista Mayana Zatz, ressalta o fato de a obtenção da célula-tronco ter ocorrido a partir do aproveitamento do descarte cirúrgico -assim, sua utilização não levanta problemas éticos. Já se supõe que no corpo inteiro possam existir células-tronco em pequenas quantidades. Mas o que intriga os pesquisadores neste caso é por que as tubas são tão ricas nesse tipo de célula. "Não sabemos ainda qual é a função, se imunológica ou para dar suporte para o crescimento do embrião recém-fecundado", disse ela. Essa é mais uma área de estudo que se abriu agora para os cientistas. No ano passado, uma integrante desse grupo de pesquisadores, Natássia Vieira, usou a própria gordura, retirada numa lipoaspiração, para estudos com células-tronco. O resultado mostrou que as células-tronco da gordura, injetadas no sangue de camundongos, produzem proteínas para o combate da distrofia muscular. |
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PESQUISA AVALIA O USO DE CÉLULAS-TRONCO NO COMBATE AO AVC
UFRJ
Pesquisa avalia o uso
de células-tronco no
combate ao AVC
As pesquisas com células-tronco adultas
no Brasil têm avançado significativamente
em várias especialidades. Na
Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), uma equipe de pesquisadores
liderados pela neurobiologista Rosalia
Mendez-Otero trabalha com o uso de
células-tronco no combate ao AVC
(acidente vascular cerebral) isquêmico.
Encerrada com sucesso a fase de testes
com camundongos, a equipe aguarda
agora o parecer da Comissão Nacional
de Ética em Pesquisa (Conep) para iniciar
os testes com seres humanos.
De acordo com Rosalia, a idéia é trabalhar,
em uma primeira fase, com um
grupo de 8 a 10 pacientes em fase aguda,
mais precisamente no período de 3
a 5 dias após o AVC. O procedimento
será obter células-tronco adultas da
própria medula óssea do paciente e
reintroduzí-las através da artéria cerebral
média.
A técnica de obtenção de células-tronco
do próprio paciente representa um passo
importante na pesquisa, pois evita a
rejeição pelo próprio corpo. Além disso,
espera-se obter resultados semelhantes
aos obtidos em laboratório, para que essas
células possam adquirir características
dos neurônios e ajudar no processo
de reconstituição de parte do cérebro
atingido pelo acidente vascular cerebral.
Rosalia alerta para o fato de que as pesquisas
realizadas com células-tronco no
Brasil são muito importantes no desenvolvimento
de novos e eficientes tratamentos,
porém, afirma que essas pesquisas
encontram-se em estágios iniciais
e não devem ser encaradas como
tratamentos definitivos.
“A nossa pesquisa visa diminuir as seqüelas
resultantes do acidente vascular
cerebral, o que será bastante importante
na recuperação do paciente”, conclui
Rosalia.
O trabalho realizado pela equipe de
pesquisadores da UFRJ faz parte do
Instituto do Milênio de Bioengenharia
Tecidual, projeto financiado pelo
CNPq. Além da UFRJ, participam as
seguintes instituições: Fundação Oswaldo
Cruz, da Bahia, que pesquisa o
uso de células-tronco aplicada no mal
de Chagas; USP de Ribeirão Preto,
com o uso de células-tronco no combate
a diabetes tipo 1; Hospital Pró-Cardíaco
(RJ), com o uso de células-tronco
no tratamento de doenças cardíacas; e
Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), com o uso de células-tronco
no tratamento de lesões medulares
FONTE: http://cienciaecultura.br/
Pesquisa avalia o uso
de células-tronco no
combate ao AVC
As pesquisas com células-tronco adultas
no Brasil têm avançado significativamente
em várias especialidades. Na
Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), uma equipe de pesquisadores
liderados pela neurobiologista Rosalia
Mendez-Otero trabalha com o uso de
células-tronco no combate ao AVC
(acidente vascular cerebral) isquêmico.
Encerrada com sucesso a fase de testes
com camundongos, a equipe aguarda
agora o parecer da Comissão Nacional
de Ética em Pesquisa (Conep) para iniciar
os testes com seres humanos.
De acordo com Rosalia, a idéia é trabalhar,
em uma primeira fase, com um
grupo de 8 a 10 pacientes em fase aguda,
mais precisamente no período de 3
a 5 dias após o AVC. O procedimento
será obter células-tronco adultas da
própria medula óssea do paciente e
reintroduzí-las através da artéria cerebral
média.
A técnica de obtenção de células-tronco
do próprio paciente representa um passo
importante na pesquisa, pois evita a
rejeição pelo próprio corpo. Além disso,
espera-se obter resultados semelhantes
aos obtidos em laboratório, para que essas
células possam adquirir características
dos neurônios e ajudar no processo
de reconstituição de parte do cérebro
atingido pelo acidente vascular cerebral.
Rosalia alerta para o fato de que as pesquisas
realizadas com células-tronco no
Brasil são muito importantes no desenvolvimento
de novos e eficientes tratamentos,
porém, afirma que essas pesquisas
encontram-se em estágios iniciais
e não devem ser encaradas como
tratamentos definitivos.
“A nossa pesquisa visa diminuir as seqüelas
resultantes do acidente vascular
cerebral, o que será bastante importante
na recuperação do paciente”, conclui
Rosalia.
O trabalho realizado pela equipe de
pesquisadores da UFRJ faz parte do
Instituto do Milênio de Bioengenharia
Tecidual, projeto financiado pelo
CNPq. Além da UFRJ, participam as
seguintes instituições: Fundação Oswaldo
Cruz, da Bahia, que pesquisa o
uso de células-tronco aplicada no mal
de Chagas; USP de Ribeirão Preto,
com o uso de células-tronco no combate
a diabetes tipo 1; Hospital Pró-Cardíaco
(RJ), com o uso de células-tronco
no tratamento de doenças cardíacas; e
Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), com o uso de células-tronco
no tratamento de lesões medulares
FONTE: http://cienciaecultura.br/
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Célula-Tronco >promessa de cura para quase todas as doenças
Polêmica
Pesquisas com células-tronco devem prosseguir?
03/03/2008 13:54
O STF decidirá em 5 de março. É debate que mistura ciência e religião ao redor de um dilema: quando começa a vida
Em março de 2005 a Lei de Biossegurança foi aprovada pelo Congresso. Dois meses depois o procurador-geral Cláudio Fonteles entrou com ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra o artigo que aprova pesquisas com células-tronco de embriões humanos. A decisão, se negativa, pode afastar o Brasil da vanguarda científica.
Acham que SIM
Células-tronco são aquelas capazes de se transformar em qualquer um dos 220 tipos de célula do corpo humano. Elas podem, em tese, agir como neurônio, osso, nervo. São, por isso, a promessa de cura para quase todas as doenças. Até agora as mais eficazes parecem ser as derivadas de embriões humanos.
Acham que SIM
Células-tronco são aquelas capazes de se transformar em qualquer um dos 220 tipos de célula do corpo humano. Elas podem, em tese, agir como neurônio, osso, nervo. São, por isso, a promessa de cura para quase todas as doenças. Até agora as mais eficazes parecem ser as derivadas de embriões humanos.
Os embriões usados em pesquisas são os blastocistos, com idade de três a cinco dias, quando possuem cerca de 100 células pluripotentes – ou seja, que podem se transformar em qualquer tecido. Não se trata, portanto, de um feto com feições humanas, como se vê nos livros de medicina.
A lei prevê apenas o uso de embriões congelados há mais de três anos. Esses embriões são aqueles que não foram usados nas clínicas de fertilização. Somente quatro embriões podem ser transferidos para o útero na fertilização assistida. Os demais são congelados. “Um conjunto de oito células, que jamais será inserido em um útero, pode ser comparado a um ser humano?”, questiona enquete no blog da geneticista Mayana Zatz, no site da revista Veja.
O método embrionário não é o único para se chegar às células- tronco. Duas pesquisas simultâneas, uma no Japão e outra nos Estados Unidos, publicadas nas revistas Cell e Science, reprogramaram células da pele para funcionar como células-tronco. “Esses resultados são prematuros. As pesquisas não podem parar”, afirmou Shinya Yamanaka, da Universidade de Kioto, autor de um dos dois estudos, à agência AFP.
Entre os países que permitem pesquisas com células-tronco embrionárias estão Inglaterra, Coréia do Sul, Japão, Canadá e Israel. Nos Estados Unidos o governo federal cortou verbas para a pesquisa.
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células-tronco pluripotentes
Brasil passa a ser o quinto país a produzir células-tronco pluripotentes a partir de células não embrionárias. Os primeiros foram Japão, Estados Unidos , Alemanha e China.
A pesquisa coordenada pelo neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e pelo biomédico Martin Bonamino, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), foi divulgada no último dia 24 de fevereiro. O grupo de pesquisa da UFRJ recebeu do Ministério da Saúde R$200mil, em 2005, e deve receber mais R$3 milhões, em 2009, para continuar seus estudos. Ao todo, o Ministério da Saúde investirá R$30 milhões na Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC) neste ano. A rede visa integrar os principais grupos de pesquisa em terapia celular em atividade no país, para a a troca de experiências e colaboração científica e tecnológica.
A metodologia da pesquisa desenvolvida pela equipe esta disponível no site http://www.anato.ufrj.br/ips e traz informações que normalmente não são compartilhadas por pesquisadores estrangeiros que já dominam a técnica. A intenção é estimular a utilização da técnica por outros laboratórios do país. As células-tronco desenvolvidas – chamadas de i-Rio-1 e iPS293 – estarão disponíveis gratuitamente para a comunidade científica brasileira associada à RNTC.
Para chegar à descoberta Rehen utilizou células de rim humano. As células foram programadas com o auxílio de vírus produzidos pela equipe do INCA. O domínio da reprogramação celular garante ao Brasil a possibilidade imediata de criação de modelos inéditos para o estudo de doenças como Parkinson, esquizofrenia, cardiopatias, além de doenças genéticas como Síndrome de Down e distrofia muscular.
Leia matéria na integra na revista ABCD em FOCO.
Fonte: Revista ABCD em FOCO, AnoIX, nº37, outono 2009.
Jornalista Responsável: Renata Donaduzzi
FONTE: http://cvii.bireme.br
A pesquisa coordenada pelo neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e pelo biomédico Martin Bonamino, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), foi divulgada no último dia 24 de fevereiro. O grupo de pesquisa da UFRJ recebeu do Ministério da Saúde R$200mil, em 2005, e deve receber mais R$3 milhões, em 2009, para continuar seus estudos. Ao todo, o Ministério da Saúde investirá R$30 milhões na Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC) neste ano. A rede visa integrar os principais grupos de pesquisa em terapia celular em atividade no país, para a a troca de experiências e colaboração científica e tecnológica.
A metodologia da pesquisa desenvolvida pela equipe esta disponível no site http://www.anato.ufrj.br/ips e traz informações que normalmente não são compartilhadas por pesquisadores estrangeiros que já dominam a técnica. A intenção é estimular a utilização da técnica por outros laboratórios do país. As células-tronco desenvolvidas – chamadas de i-Rio-1 e iPS293 – estarão disponíveis gratuitamente para a comunidade científica brasileira associada à RNTC.
Para chegar à descoberta Rehen utilizou células de rim humano. As células foram programadas com o auxílio de vírus produzidos pela equipe do INCA. O domínio da reprogramação celular garante ao Brasil a possibilidade imediata de criação de modelos inéditos para o estudo de doenças como Parkinson, esquizofrenia, cardiopatias, além de doenças genéticas como Síndrome de Down e distrofia muscular.
Leia matéria na integra na revista ABCD em FOCO.
Fonte: Revista ABCD em FOCO, AnoIX, nº37, outono 2009.
Jornalista Responsável: Renata Donaduzzi
FONTE: http://cvii.bireme.br
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
BRITÂNICOS MISTURAM CÉLULA-TRONCO COM PÓ DE OSSO PARA REGENERAR QUADRIL
http://www.sistemaodia.com/noticias/
A mistura de células tronco com pó de osso se revelou uma mistura capaz de regenerar partes danificadas do esqueleto. A técnica, desenvolvida por ortopedistas do Hospital de Southampton, no sul da Inglaterra, é a maior esperança de Mark Venebles, de 39 anos. Ele perdeu massa óssea do lado esquerdo do quadril, começou a mancar e a sentir fortes dores.
Da medula óssea de Mark, na parte de trás da pélvis, os médicos retiram células-tronco. O material foi misturado com fragmentos de ossos de um doador – mas poderiam ser do próprio paciente.
Em seguida, os médicos extrairam a parte doente do quadril de Mark. Deixaram um espaço oco. A cavidade foi preenchida com a pasta formada pela mistura de pó de osso e células tronco.
Outras seis cirurgias semelhantes foram um sucesso, e os médicos estão confiantes de que em 3 meses Mark voltará a andar. E o problema do quadril estará resolvido.
Por enquanto essa nova técnica foi aplicada apenas no combate a doenças do quadril, mas os médicos britânicos disseram que em laboratório, com cobaias, funcionou em todo o esqueleto. Para os cientistas, esse pode ser o fim da necessidade de se usar platina, silicone e até mesmo osso artificial para repor ossos danificados.
Da medula óssea de Mark, na parte de trás da pélvis, os médicos retiram células-tronco. O material foi misturado com fragmentos de ossos de um doador – mas poderiam ser do próprio paciente.
Em seguida, os médicos extrairam a parte doente do quadril de Mark. Deixaram um espaço oco. A cavidade foi preenchida com a pasta formada pela mistura de pó de osso e células tronco.
Outras seis cirurgias semelhantes foram um sucesso, e os médicos estão confiantes de que em 3 meses Mark voltará a andar. E o problema do quadril estará resolvido.
Por enquanto essa nova técnica foi aplicada apenas no combate a doenças do quadril, mas os médicos britânicos disseram que em laboratório, com cobaias, funcionou em todo o esqueleto. Para os cientistas, esse pode ser o fim da necessidade de se usar platina, silicone e até mesmo osso artificial para repor ossos danificados.
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EUA aprovam teste com células-tronco de embriões
http://notícias.uol.com.br/bbc/reporter/
A FDA (sigla em inglês para Food and Drug Administration), agência reguladora da fabricação e comercialização de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, autorizou uma empresa da Califórnia a realizar os primeiros testes em humanos com células-tronco retiradas de embriões também humanos.
Em anúncio feito nesta sexta-feira pela própria empresa, a Geron Corporation diz que os testes devem começar ainda no verão deste ano no Hemisfério Norte.
Os cientistas vão aplicar as células-tronco para tratar voluntários que sofreram danos graves na medula espinhal.
Brasil aprovou realização
Os testes devem utilizar células-tronco de embriões humanos autorizadas para uso em pesquisas em agosto de 2001 pelo então presidente George W. Bush. Elas haviam sido retiradas de embriões descartados por clínicas de fertilização e já estavam disponíveis na época da autorização.
Segurança
Inicialmente, a pesquisa da Geron Corporation vai verificar se é seguro injetar células-tronco nos pacientes. Ao mesmo tempo, os cientistas também vão procurar por sinais de recuperação.
Dos dez voluntários, oito estão completamente paralisados.
Todos serão monitorados durante um ano para ver se recuperam algum movimento abaixo do ponto onde sofreram o dano.
Células-tronco são estruturas não especializadas encontradas em embriões com quatro a cinco dias de idade. Elas têm a habilidade de se desenvolver em qualquer outra célula do organismo e por isso são consideradas fundamentais em tratamentos de doenças degenerativas ou de acidentes com danos permanentes.
Para o estudo, os cientistas desenvolveram, a partir das células-tronco, células chamadas de oligodentrócitas, precursoras de células nervosas.
Thomas Okarma, presidente da Geron Corporation, disse ao canal de televisão americano CNN que a empresa não vai usar recursos federais para a pesquisa.
Em anúncio feito nesta sexta-feira pela própria empresa, a Geron Corporation diz que os testes devem começar ainda no verão deste ano no Hemisfério Norte.
Os cientistas vão aplicar as células-tronco para tratar voluntários que sofreram danos graves na medula espinhal.
Brasil aprovou realização
de pesquisas com células-tronco embrionárias em 2008
O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou em 29 de maio de 2008 as pesquisas com células-tronco embrionárias no país. O Supremo rejeitou uma ação direta de inconstitucionalidade contra o artigo 5º artigo da Lei de Biossegurança que permite a utilização, em pesquisas, dessas células fertilizadas in vitro e não utilizadas.
Leia mais: entenda o que são células-tronco embrionárias
Segurança
Inicialmente, a pesquisa da Geron Corporation vai verificar se é seguro injetar células-tronco nos pacientes. Ao mesmo tempo, os cientistas também vão procurar por sinais de recuperação.
Dos dez voluntários, oito estão completamente paralisados.
Todos serão monitorados durante um ano para ver se recuperam algum movimento abaixo do ponto onde sofreram o dano.
Células-tronco são estruturas não especializadas encontradas em embriões com quatro a cinco dias de idade. Elas têm a habilidade de se desenvolver em qualquer outra célula do organismo e por isso são consideradas fundamentais em tratamentos de doenças degenerativas ou de acidentes com danos permanentes.
Para o estudo, os cientistas desenvolveram, a partir das células-tronco, células chamadas de oligodentrócitas, precursoras de células nervosas.
Thomas Okarma, presidente da Geron Corporation, disse ao canal de televisão americano CNN que a empresa não vai usar recursos federais para a pesquisa.
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CÉLULAS-TRONCO - ESSA É A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA NO BRASIL
http://www.clubesat.com/noticias
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) produziram as primeiras células-tronco embrionárias humanas do Brasil.
É o primeiro resultado prático obtido no Brasil desde a legalização das pesquisas com embriões humanos, em 2005, pela Lei de Biossegurança. A lei foi questionada na Justiça e reconfirmada em maio deste ano pelo Supremo Tribunal Federal.
Para obter a linhagem estável, cientistas do Instituto de Biociências da Universidade usaram 35 embriões que estavam congelados em clínicas de fertilização in vitro —e que foram doados pelos genitores.
A pesquisa da USP começou em 2006 e conseguiu a primeira linhagem células-tronco embrionárias há cerca de três meses. Agora, Lygia da Veiga Pereira, líder do grupo de pesquisa, diz já poder afirmar que as células produzidas são realmente células-tronco embrionárias.
"Temos características mínimas que nos dão a certeza de que as células produzidas são células-tronco embrionárias. Elas são pluripotentes, ou seja, têm capacidade de se tornar diferentes tipos de células. Já conseguimos que elas virem células musculares e neurônios", explica.
Segundo a pesquisadora, células-tronco embrionárias já foram testadas em animais e o efeito foi muito bom, superior ao resultado obtido com células-tronco adultas. "A melhora em testes para Parkinson e lesões da medula, por exemplo, é muito boa. Mas ainda precisamos de mais resultados para fazermos testes clínicos em humanos. O modelo animal ainda deve se manter forte no Brasil".
Já nos Estados Unidos, Pereira aponta que o grupo Geron já entrou com pedido no FDA (Food and Drug Administration), órgão regulamentador do país, para começar com testes clínicos em humanos. "Os testes em humanos ainda não foram aprovados, mas em um ano as primeiras aplicações já devem ocorrer", sentencia.
O principal avanço da pesquisa nacional para ela é a autonomia em relação a linhagens estrangeiras. "Agora que conseguimos desenvolver células-tronco embrionárias no Brasil, não dependemos mais de células vindas de outros países para realizar nossas pesquisas".
"Estamos dez anos atrasados em relação ao mundo. Em 1998, surgiu a primeira linhagem de células-tronco embrionárias nos Estados Unidos. Mas isso não quer dizer que temos que evoluir dez anos. Já usamos as metodologias mais modernas", conta a pesquisadora.
Lei de Biossegurança
O problema com a jurisprudência não impediu a pesquisa, mas atrapalhou. "Como o governo manteve o financiamento, a pesquisa continuou sendo desenvolvida enquanto a ilegalidade do uso de células embrionárias era discutida. Mas gerava insegurança, a pesquisadora Ana Maria Fraga teve sua bolsa pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) negada porque o órgão não podia se comprometer a pagar a bolsa por cinco anos sendo que ela poderia se tornar ilegal em pouco tempo", diz Pereira.
Fonte: UOL
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) produziram as primeiras células-tronco embrionárias humanas do Brasil.
É o primeiro resultado prático obtido no Brasil desde a legalização das pesquisas com embriões humanos, em 2005, pela Lei de Biossegurança. A lei foi questionada na Justiça e reconfirmada em maio deste ano pelo Supremo Tribunal Federal.
Para obter a linhagem estável, cientistas do Instituto de Biociências da Universidade usaram 35 embriões que estavam congelados em clínicas de fertilização in vitro —e que foram doados pelos genitores.
A pesquisa da USP começou em 2006 e conseguiu a primeira linhagem células-tronco embrionárias há cerca de três meses. Agora, Lygia da Veiga Pereira, líder do grupo de pesquisa, diz já poder afirmar que as células produzidas são realmente células-tronco embrionárias.
"Temos características mínimas que nos dão a certeza de que as células produzidas são células-tronco embrionárias. Elas são pluripotentes, ou seja, têm capacidade de se tornar diferentes tipos de células. Já conseguimos que elas virem células musculares e neurônios", explica.
Segundo a pesquisadora, células-tronco embrionárias já foram testadas em animais e o efeito foi muito bom, superior ao resultado obtido com células-tronco adultas. "A melhora em testes para Parkinson e lesões da medula, por exemplo, é muito boa. Mas ainda precisamos de mais resultados para fazermos testes clínicos em humanos. O modelo animal ainda deve se manter forte no Brasil".
Já nos Estados Unidos, Pereira aponta que o grupo Geron já entrou com pedido no FDA (Food and Drug Administration), órgão regulamentador do país, para começar com testes clínicos em humanos. "Os testes em humanos ainda não foram aprovados, mas em um ano as primeiras aplicações já devem ocorrer", sentencia.
O principal avanço da pesquisa nacional para ela é a autonomia em relação a linhagens estrangeiras. "Agora que conseguimos desenvolver células-tronco embrionárias no Brasil, não dependemos mais de células vindas de outros países para realizar nossas pesquisas".
"Estamos dez anos atrasados em relação ao mundo. Em 1998, surgiu a primeira linhagem de células-tronco embrionárias nos Estados Unidos. Mas isso não quer dizer que temos que evoluir dez anos. Já usamos as metodologias mais modernas", conta a pesquisadora.
Lei de Biossegurança
O problema com a jurisprudência não impediu a pesquisa, mas atrapalhou. "Como o governo manteve o financiamento, a pesquisa continuou sendo desenvolvida enquanto a ilegalidade do uso de células embrionárias era discutida. Mas gerava insegurança, a pesquisadora Ana Maria Fraga teve sua bolsa pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) negada porque o órgão não podia se comprometer a pagar a bolsa por cinco anos sendo que ela poderia se tornar ilegal em pouco tempo", diz Pereira.
Fonte: UOL
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