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sábado, 3 de outubro de 2009

Japão e Células-tronco

Publicado em 12/03/2008 21:11

Cientistas criam rins e pâncreas em ratos com células-tronco
Pesquisadores indicaram que esperam que esse avanço possa ser aplicado no futuro em humanos

Cientistas da Universidade de Tokyo anunciaram hoje (12) que conseguiram gerar rins e pâncreas em ratos mediante células-tronco embrionárias, informou a agência local "Kyodo".
Esse passo foi dado em ratos modificados para crescer sem esses órgãos, mediante a injeção de células-tronco embrionárias procedentes de outros ratos.
Os pesquisadores indicaram que esperam que esse avanço possa ser aplicado no futuro em humanos, segundo a "Kyodo".
"Demos um passo à frente" ao conseguir esta técnica que permite produzir órgãos dentro de animais domésticos, "mas agora devemos garantir sua segurança", indicou o professor Hiromitsu Nakauchi, que lidera a equipe responsável pela pesquisa.
As células-tronco têm a capacidade de evoluir e se transformar em células específicas como ósseas, musculares ou neurônios, segundo os cientistas.
A pesquisa dos cientistas japoneses será apresentada amanhã (13) em Nagoya (Aichi), durante uma reunião da Sociedade de Medicina Regenerativa do Japão.
Os cientistas injetaram células-tronco embrionárias de ratos em óvulos de ratos modificados geneticamente para que crescessem sem rins ou pâncreas, três dias depois da fecundação, e implantaram os óvulos nos outros ratos.
O rato que nasceu depois tinha desenvolvido os rins e o pâncreas que, segundo os pesquisadores, se derivaram das células-tronco embrionárias.
Esses órgãos funcionavam corretamente, afirmaram os cientistas, que acrescentaram que os ratos não desenvolveram nenhum tipo de câncer, como às vezes ocorre com a pesquisa regenerativa com células-tronco embrionárias.

FONTE: http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Japao/Cientistas-criam-rins-e-pancreas-em-ratos-com-celulas-tronco

sábado, 26 de setembro de 2009

Célula-Tronco >promessa de cura para quase todas as doenças

Polêmica

Pesquisas com células-tronco devem prosseguir?

03/03/2008 13:54
FOTO: DAVID SCHARF/GETTY IMAGES

Célula-tronco: promessa de cura para quase todas as doenças
O STF decidirá em 5 de março. É debate que mistura ciência e religião ao redor de um dilema: quando começa a vida

Em março de 2005 a Lei de Biossegurança foi aprovada pelo Congresso. Dois meses depois o procurador-geral Cláudio Fonteles entrou com ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra o artigo que aprova pesquisas com células-tronco de embriões humanos. A decisão, se negativa, pode afastar o Brasil da vanguarda científica.

Acham que SIM

Células-tronco são aquelas capazes de se transformar em qualquer um dos 220 tipos de célula do corpo humano. Elas podem, em tese, agir como neurônio, osso, nervo. São, por isso, a promessa de cura para quase todas as doenças. Até agora as mais eficazes parecem ser as derivadas de embriões humanos.
Os embriões usados em pesquisas são os blastocistos, com idade de três a cinco dias, quando possuem cerca de 100 células pluripotentes – ou seja, que podem se transformar em qualquer tecido. Não se trata, portanto, de um feto com feições humanas, como se vê nos livros de medicina.
A lei prevê apenas o uso de embriões congelados há mais de três anos. Esses embriões são aqueles que não foram usados nas clínicas de fertilização. Somente quatro embriões podem ser transferidos para o útero na fertilização assistida. Os demais são congelados. “Um conjunto de oito células, que jamais será inserido em um útero, pode ser comparado a um ser humano?”, questiona enquete no blog da geneticista Mayana Zatz, no site da revista Veja.
O método embrionário não é o único para se chegar às células- tronco. Duas pesquisas simultâneas, uma no Japão e outra nos Estados Unidos, publicadas nas revistas Cell e Science, reprogramaram células da pele para funcionar como células-tronco. “Esses resultados são prematuros. As pesquisas não podem parar”, afirmou Shinya Yamanaka, da Universidade de Kioto, autor de um dos dois estudos, à agência AFP.
Entre os países que permitem pesquisas com células-tronco embrionárias estão Inglaterra, Coréia do Sul, Japão, Canadá e Israel. Nos Estados Unidos o governo federal cortou verbas para a pesquisa.

FONTE : http://revistadasemana.abril.com.br

células-tronco pluripotentes

Brasil passa a ser o quinto país a produzir células-tronco pluripotentes a partir de células não embrionárias. Os primeiros foram Japão, Estados Unidos , Alemanha e China.
A pesquisa coordenada pelo neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e pelo biomédico Martin Bonamino, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), foi divulgada no último dia 24 de fevereiro. O grupo de pesquisa da UFRJ recebeu do Ministério da Saúde R$200mil, em 2005, e deve receber mais R$3 milhões, em 2009, para continuar seus estudos. Ao todo, o Ministério da Saúde investirá R$30 milhões na Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC) neste ano. A rede visa integrar os principais grupos de pesquisa em terapia celular em atividade no país, para a a troca de experiências e colaboração científica e tecnológica.
A metodologia da pesquisa desenvolvida pela equipe esta disponível no site http://www.anato.ufrj.br/ips e traz informações que normalmente não são compartilhadas por pesquisadores estrangeiros que já dominam a técnica. A intenção é estimular a utilização da técnica por outros laboratórios do país. As células-tronco desenvolvidas – chamadas de i-Rio-1 e iPS293 – estarão disponíveis gratuitamente para a comunidade científica brasileira associada à RNTC.
Para chegar à descoberta Rehen utilizou células de rim humano. As células foram programadas com o auxílio de vírus produzidos pela equipe do INCA. O domínio da reprogramação celular garante ao Brasil a possibilidade imediata de criação de modelos inéditos para o estudo de doenças como Parkinson, esquizofrenia, cardiopatias, além de doenças genéticas como Síndrome de Down e distrofia muscular.
Leia matéria na integra na revista ABCD em FOCO.

Fonte: Revista ABCD em FOCO, AnoIX, nº37, outono 2009.
Jornalista Responsável: Renata Donaduzzi



FONTE: http://cvii.bireme.br